quarta-feira, setembro 16, 2026
11.6 C
Pinhais

Presidente do Supremo dos EUA é conservador (mas não muito)

Durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), quando foi discutida (mas não decidida) a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes pelas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro Flávio Dino falou da possibilidade de uma interlocução do tribunal com a Suprema Corte dos Estados Unidos.

Citando relatos da imprensa sobre a possibilidade de novas sanções americanas contra juízes do STF, Dino sugeriu que o pronunciamento da ministra Cármen Lúcia na sessão desta terça-feira seja enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Itamaraty e falou sobre uma “paradiplomacia” que levaria o presidente da corte brasileira, Luiz Edson Fachin, a conversar com o presidente do Supremo dos Estados Unidos, John Roberts.

“Nós até conversamos sobre isso certa vez: haveria uma paradiplomacia que levaria Vossa Excelência a conversar com o chief justice dos Estados Unidos, John Roberts. Isso é muito controvertido e nunca chegamos a nenhuma conclusão quanto a isso”, afirmou Dino.

Roberts, de 71 anos, é juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos desde 2005 e preside o tribunal desde então. Isso ocorre porque o então presidente George W. Bush o indicou a princípio apenas como juiz associado para preencher a vaga deixada por Sandra Day O’Connor (que estava se aposentando), mas depois mudou a nomeação para presidente da corte, após a morte do então chief justice William Rehnquist.