
O diretório estadual do PT de Minas Gerais aprovou neste sábado (30) uma resolução que abre o debate interno para o lançamento de uma candidatura própria ao governo do estado nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante o encontro “Lula pelas Minas e pelos Gerais”, realizado em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, e ocorre após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de disputar o Palácio Tiradentes.
O documento aprovado pela executiva estadual não define um nome para a disputa, mas orienta o Grupo de Trabalho Eleitoral do partido a consultar lideranças e conduzir o processo de construção de uma candidatura petista. A resolução também reafirma a pré-candidatura da ex-prefeita de Contagem Marília Campos ao Senado e estabelece como prioridade a ampliação das bancadas federal e estadual da legenda.
No texto, o PT afirma que a saída de Pacheco alterou o cenário eleitoral e critica a demora na definição de um nome para encabeçar o projeto da esquerda em Minas. Segundo a resolução, a indefinição favorece adversários e enfraquece o campo político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar da sinalização, integrantes do partido afirmam reservadamente que a medida funciona também como instrumento de pressão nas negociações com aliados. Caso não haja consenso em torno de um nome de fora da legenda, o PT poderá lançar candidatura própria ao governo estadual.
Entre os nomes ainda cogitados para liderar uma chapa de centro-esquerda está o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reuniu-se com Kalil durante sua passagem por Minas, mas interlocutores admitem que ainda existem entraves para um acordo.
Além de Kalil, o PT mantém conversas com representantes do PSB. Entre os nomes mencionados nos bastidores estão o empresário Josué Gomes da Silva e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares.
A presidente estadual do PT, Leninha, adotou cautela em relação à possibilidade de candidatura própria. Ela avalia que uma disputa majoritária pode retirar da corrida à Câmara dos Deputados lideranças como Reginaldo Lopes e Rogério Correia, considerados estratégicos para a bancada petista.
Enquanto a esquerda busca um nome competitivo para a disputa estadual, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na liderança das pesquisas de intenção de voto. Levantamento da Real Time Big Data divulgado neste mês mostra o parlamentar à frente nos três cenários de primeiro turno em que foi testado para o governo mineiro.
Autor: Gazeta do Povo








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