
A espanhola Melià Hotels, maior operadora hoteleira estrangeira em Cuba, decidiu deixar de operar “imediatamente” os seus 15 hotéis na ilha, perto do fim de um prazo que os Estados Unidos estabeleceram para que empresas de outros países parem de fazer negócios com a ditadura castrista.
A agência EFE relatou que, segundo um comunicado apresentado à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) da Espanha, a rede hoteleira instruiu sua subsidiária, a portuguesa Ilha Bela, a rescindir “imediatamente a prestação de serviços de gestão e comercialização, bem como a cessão de uso das marcas hoteleiras”.
A Melià alegou ter agido “com profundo senso de responsabilidade corporativa e é uma resposta e consequência de uma combinação de circunstâncias imprevistas, alheias à capacidade de gestão ou atuação da Ilha Bela”.
Segundo a EFE, o grupo espanhol Iberostar, a segunda maior operadora hoteleira estrangeira em Cuba, já havia anunciado esta semana que encerrará as operações de 12 de suas unidades na ilha.
Também foi divulgado esta semana que a empresa canadense Blue Diamond — a terceira maior rede hoteleira estrangeira em Cuba em número de unidades administradas — encerrará completamente suas operações na ilha, e que a companhia aérea espanhola Iberia suspendeu seus voos entre Madri e Havana.
Na sexta-feira (5), vence um prazo estabelecido em uma ordem executiva da Casa Branca, para que empresas e indivíduos estrangeiros que ainda mantenham relações comerciais com o regime cubano rompam esses vínculos, sob risco de terem ativos bloqueados nos Estados Unidos.
Alegando que Cuba abriga bases militares e de inteligência de adversários americanos, o governo Trump vem exercendo grande pressão sobre o regime castrista desde o começo do ano, com ameaças de taxar países que enviarem petróleo à ilha e planos de intervenção militar.
Autor: Gazeta do Povo








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