quarta-feira, maio 13, 2026
12.1 C
Pinhais

Reviravolta no caso mostra que cão orelha morreu de doença

Meses depois de mobilizar multidões e comover ativistas dos direitos dos animais no país inteiro – além de repercutir nas ruas e até reacender o debate sobre a maioridade penal –, o caso da morte do cão Orelha na Praia Brava, em Santa Catarina, terminou com uma reviravolta. Os adolescentes acusados pela morte do animal foram inocentados, e a conclusão é que o cão morreu por causa de uma “doença preexistente”.

Após a reanálise de dois mil arquivos digitais, laudos periciais e a cronologia dos fatos mostraram que o grupo não teve contato com Orelha na praia e que a morte do cachorro estaria associada a um mal de saúde, e não a agressões. O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) pediu nesta terça-feira (12) o arquivamento do caso, acusando a Polícia Civil do estado de seguir uma linha única de investigação para incriminar os jovens.

VEJA TAMBÉM:

  • Caso orelha e o tribunal das ruas

  • A Av. Paulista foi cenário de manifestações pedindo justiça pelo cão Orelha.

    O que explica a comoção nacional com cão Orelha?

Em fevereiro, o MP-SC pediu a exumação do corpo do animal. O procedimento não encontrou qualquer fratura ou lesão compatível com ação humana, “o que afasta a hipótese de traumatismo recente compatível com maus-tratos”.

O laudo identificou, porém, sinais de osteomielite — uma infecção óssea grave e crônica — na região maxilar esquerda do animal, “possivelmente relacionada a doenças periodontais avançadas, evidenciadas pelo acúmulo de cálculos dentários”, segundo relatou o MP-SC.

Comoção influenciou?

A hipótese principal é que a comoção em torno do caso acabou influenciando na investigação. Um inquérito foi aberto na Corregedoria da Polícia Civil para apurar a suposta tendência da investigação no sentido de incriminar os adolescentes. “As evidências técnicas e testemunhais indicam que a morte do cão ‘Orelha’, submetido à eutanásia, está associada a uma condição grave e preexistente”, disse o MP-SC.

Uma foto do cão logo após sua morte mostrou que o animal não tinha nenhum ferimento causado por objeto contundente. Pelo contrário, imagens mostraram que o cachorro sofria com a doença óssea degenerativa havia muito tempo.

Em janeiro, o cão comunitário foi encontrado em estado grave e submetido à morte assistida por um veterinário. Na época, seu ferimento foi atribuído a um ato de adolescentes que, em grupo, teriam linchado o animal.

Inicialmente, quatro jovens foram acusados, mas o número foi reduzido para apenas um suspeito no decorrer do inquérito. Ele teve a internação compulsória recomendada. O avanço das investigações, contudo, levantou questionamentos sobre a condução do trabalho policial. A Polícia Civil catarinense se manifestou dizendo que divulgou todas as medidas dentro do âmbito do inquérito policial.

Autor: Gazeta do Povo

Destaques da Semana

Governo Lula celebra fim da taxa que ele mesmo criou

As redes sociais do governo federal foram acionadas para...

Rússia faz teste final de míssil que ameaça a Europa

O regime da Rússia anunciou nesta terça-feira (12) ter...

Governo e agro contestam investigação dos EUA sobre trabalho forçado

O governo Lula (PT) e a Confederação da Agricultura...

Temas

Siga-nos

Conheça Nosso Guia de Compras

spot_img

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas