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A barra de proteína virou um daqueles produtos que prometem praticidade e energia. Fácil de incluir na rotina, cabe na bolsa e aparece em diversos sabores, inclusive em versões inspiradas em marcas já conhecidas, como Paçoquita e Ovomaltine.
Esse mercado tem atraído empresas que nem são do mundo fitness. Em março, a italiana Ferrero, dona de marcas como Nutella, Kinder, Ferrero Rocher e Tic Tac, anunciou a compra da mineira Bold Snacks, fabricante de barras de proteína.
O portfólio desses produtos tem ganhado cada vez mais espaço nas prateleiras do supermercado. Ao carregar “proteína” no nome, a barra pode passar a impressão de ser uma escolha automaticamente saudável.
Por que? Esse nutriente tem um papel estrutural nos tecidos, participa do funcionamento do sistema imunológico, das reações químicas do metabolismo e do ganho de massa muscular.
Sim, mas… Embora a proteína seja essencial, o fato de um alimento contê-la não o torna, por si só, saudável.
Pensamos apenas nos efeitos positivos, porém, nessa conta, esquecemos tudo o que vem junto no pacote. Normalmente, as barras de proteína são muito calóricas, diz Hamilton Roschel, diretor científico do Centro de Medicina do Estilo de Vida da USP.
Red flags. Roschel aponta outros alertas:
- Elas geralmente possuem pouquíssima fibra, que seria um indutor de saciedade muito bom e saudável.
- Muitas são ricas em gordura saturada, frequentemente usada para dar textura, além de conter açúcares adicionados e aditivos químicos (corantes, conservantes e saborizantes).
- Quando contêm açúcar, podem ser prejudiciais para o diabético.
Para quem, então, faz sentido consumir? As barrinhas podem ser úteis em situações específicas, como viagens ou momentos em que não há acesso a comida de verdade. Ainda assim, não devem substituir refeições de forma rotineira.
Ela é indicada para quem realmente precisa aumentar a ingestão de proteínas. Para saber isso, é preciso avaliar o restante da alimentação, da quantidade de treino, da composição corporal e da necessidade individual, explica Lara Natacci, pós-doutora em nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da USP.
A recomendação é observar bem o rótulo e incluir a barrinha como uma opção dentro de um planejamento alimentar feito com orientação profissional.
De olho na tabela nutricional.
O primeiro ingrediente é o que está em maior quantidade. Evite aquelas que listam açúcar, xaropes ou gorduras logo no início, explica Natacci.
Alternativas mais saudáveis para obter proteínas:
- Dois ovos cozidos;
- Iogurte natural, especialmente o desnatado ou tipo grego;
- Sanduíche natural com pão integral e patê de atum, frango ou ricota, preparado com iogurte em vez de maionese;
- Tofu ou legumes, para quem não consome alimentos de origem animal.
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