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Seis fintechs são alvos de operação por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), deflagrou nesta quinta-feira (28) mais uma operação que mira o uso de fintechs pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro do tráfico de drogas e armas. A ação Fluxo Oculto é um desdobramento da Carbono Oculto, realizada em agosto do ano passado que descobriu um esquema bilionário de fraude em combustíveis pela facção, movimentação de recursos dos atos ilícitos e aplicação em fundos de investimentos em empresas financeiras da Avenida Faria Lima, via de São Paulo considerada o “coração” do mercado financeiro brasileiro.

Nesta nova fase, a promotoria investiga seis fintechs que teriam começado a ser usadas pelo PCC após as utilizadas anteriormente terem sido bloqueadas ou liquidadas após a deflagração da operação Carbono Oculto. Os nomes das empresas ainda não foram divulgados.

“Um poderoso núcleo financeiro, sendo utilizadas para compensações financeiras internas entre diversas distribuidoras e postos de combustíveis, compensações financeiras entre empresas e fundos de investimentos administrados pela organização criminosa, pagamentos de colaboradores e pagamentos de gastos e investimentos pessoais dos principais operadores”, afirmou o MPSP em nota.

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Durante a operação Carbono Oculto, em agosto do ano passado, as investigações descobriram que o PCC tinha R$ 30 bilhões investidos em 40 fundos geridos por fintechs da Faria Lima. Investigadores apontaram que estas operações eram a etapa final do processo de lavagem e há indícios de que administradoras sabiam da origem ilícita dos valores, mas teriam omitido informações para impedir o rastreamento.

Já a lavagem de dinheiro em si dos mais diversos esquemas criminosos do PCC consistia em utilizar fintechs que operam sem transparência em suas transações por meio das chamadas “conta bolsão”, em que reúnem os recursos de diversos clientes em apenas uma conta usada para compensação no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Três meses depois da operação Carbono Oculto, o Banco Central proibiu a utilização desta operação, mas que, segundo a investigação, continuou a ocorrer por meio de formas diferenciadas.

Ao todo, esta nova fase cumpre 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Receita Federal, a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a Procuradoria-Geral do Estado, a Polícia Militar e a Polícia Civil.

Mais informações em instantes.

Autor: Gazeta do Povo

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