Sem jogar há um mês e sem revelar seu real estado físico, João Fonseca vai liderar o Brasil contra uma desfalcada Suíça para chegar à reta final da Copa Davis, principal torneio de tênis entre países do mundo.
Nesta sexta-feira (18), às 15h, o carioca abre o confronto contra o azarão Dominic Stricker, na quadra dura da Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (com transmissão da CazéTV).
Melhor tenista do Brasil (e 29º do mundo), Fonseca não faz uma partida oficial desde 16 de agosto. Na ocasião, venceu o holandês Botic van de Zandschulp, mas depois abandonou o Masters 1000 de Cincinnati (EUA) com dores no abdômen.
O brasileiro voltou para fazer tratamento no Rio e desistiu de jogar o US Open. Sem dar detalhes sobre a lesão, disse que só retornou aos treinos nas quadras na semana passada.
“Gostaria, sim, de estar melhor fisicamente”, afirmou Fonseca. “Mas tentei me recuperar o mais rápido possível, a Davis é muito importante para mim desde o juvenil”, acrescentou, nesta quinta (17).
AZARÃO SUÍÇO
Fonseca e Stricker nunca se enfrentaram no circuito profissional. Aos 20 anos, o brasileiro, que já foi o 24º do ranking, tem dois títulos da ATP e soma 57 vitórias e 37 derrotas.
Quinto da Suíça, o canhoto Stricker, de 24 anos, tem como melhor ranking o 88º lugar em 2023. Hoje é o 262º e, nesta temporada, só jogou duas partidas de nível ATP (uma vitória e uma derrota no ATP 250 de Gstaad, na Suíça, disputado no saibro). Os demais torneios que jogou foram da série challengers ou ITF (Federação Internacional de Tênis).
Os torneios de tênis têm a seguinte ordem decrescente de importância (pontuação e premiação): Grand Slam, ATP Finals, Masters 1000, ATP 500, ATP 250, Challengers e ITF.
SEGUNDO DUELO
Depois do duelo de Fonseca se enfrentam Gustavo Heide (123º) e Stan Wawrinka (134º).
O paulista, de 24 anos e 1,91m, tem 5 vitórias em 14 partidas de nível ATP e vive o melhor ano (e ranking) de sua carreira. Pela frente terá um adversário que se despede do circuito profissional, mas que ainda assim é o melhor tenista ranqueado da Suíça.
Ex-número 3 do mundo e dono de três Grand Slams, Wawrinka anunciou que 2026 é seu último ano. Aos 41 anos acumula 589 vitórias em 981 partidas pela ATP e mais de US$ 38,7 milhões em premiação.
MAIS JOGOS
No sábado (19), às 14h, haverá o jogo de duplas: Orlando Luz (17º)/Rafael Matos (18º) e Jakub Paul (63º)/Dominic Stricker (413º).
Como o confronto é em formato de melhor de cinco partidas, novos jogos de simples acontecerão caso nenhum país tenha alcançado três vitórias. A previsão indica os duelos de Fonseca contra Wawrinka e Heide diante de Stricker. Os capitães de cada equipe podem realizar substituições na escalação até uma hora antes do início dos jogos.
SISTEMA DA DAVIS
Brasil e Suíça se enfrentam no mata-mata do grupo Mundial I. O vencedor vai para o Final 8 e se garante na primeira divisão do torneio em 2027, não precisando disputar um mata-mata em fevereiro.
Os suíços, que estão em 30º no ranking da Davis, têm um título da Davis conquistado quando conseguiram juntar Federer e Wawrinka no auge, em 2014.
O Brasil (18º do mundo), que não joga em casa há três anos, tem como melhor resultado quatro semifinais. A última em 2000, com Gustavo Kuerten, o Guga, liderando o time nas simples e Jaime Oncins, hoje capitão brasileiro, nas duplas.
Este será o terceiro confronto entre os países. Em 1954 deu Brasil. Em 1992, vitória dos europeus.
Autor: Folha








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