
O governo da Ucrânia mudou sua estratégia e passou a avaliar a proposta de paz elaborada por Brasil e China em 2024. A decisão marca uma reviravolta diplomática de Kyiv, que busca novos canais de diálogo para encerrar a guerra de atrito contra a Rússia.
O que mudou na posição da Ucrânia sobre o plano sino-brasileiro?
Anteriormente, o presidente Volodymyr Zelensky rejeitava a proposta porque ela não exigia a devolução imediata dos territórios invadidos. Agora, diante de um conflito travado e sem avanços militares claros de nenhum dos lados, Kyiv demonstra maior flexibilidade e aceita discutir um cessar-fogo baseado na linha de frente atual para tentar recuperar as terras por meios diplomáticos no futuro.
Como Lula pode ajudar na mediação do conflito?
Os ucranianos acreditam que o presidente Lula tem um canal direto de comunicação com o líder russo, Vladimir Putin. A ideia é usar Lula e o presidente chinês, Xi Jinping, como mensageiros para repassar propostas de cessar-fogo ao Kremlin, já que Moscou tem se recusado a negociar seriamente por acreditar que ainda pode conquistar mais território ucraniano.
Quais são os principais pontos dessa proposta de paz?
O plano foca em seis diretrizes: não expansão do campo de batalha, retomada do diálogo direto, aumento da assistência humanitária com troca de prisioneiros, oposição total ao uso de armas nucleares ou químicas, proteção de usinas nucleares e o reforço da cooperação econômica global para evitar a divisão do mundo em blocos isolados.
Quais os interesses da Ucrânia na América Latina além da paz?
O país quer reforçar laços econômicos e diplomáticos na região. O plano inclui a abertura de seis novas embaixadas até 2028, dobrando sua presença oficial. Além disso, Kyiv busca parceiros para o desenvolvimento de drones militares e para futuros contratos bilionários de reconstrução do país, oferecendo tecnologia de ponta testada no campo de batalha.
Como está a relação diplomática atual entre Brasil e Ucrânia?
Após um início de mandato frio, a relação começou a melhorar em junho, após um encontro positivo entre Zelensky e Lula durante a reunião do G7. A Ucrânia está em processo de seleção de um novo embaixador para enviar a Brasília, com o objetivo de elevar o relacionamento bilateral e garantir que o Brasil atue como um mediador neutro e eficaz.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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