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5 sintomas gastrointestinais que você nunca deve ignorar – 05/10/2026 – Equilíbrio e Saúde

Às vezes, uma crise terrível de diarreia é causada por nada mais do que nervosismo ou uma virose gastrointestinal de 24 horas. Gases e inchaço persistentes podem ser provocados por um voo de longa duração recente.

Mas sintomas semelhantes também podem indicar algo muito mais grave. Pode ser difícil saber quando se trata do trato gastrointestinal, o longo tubo que vai da boca até o final do intestino grosso.

Perguntamos a especialistas em saúde intestinal quais são os sinais de alerta que eles jamais gostariam que seus pacientes ignorassem.

1. Sangue no vaso sanitário

Quando as pessoas veem sangue dentro ou sobre as fezes, muitas vezes o ignoram porque presumem que seja causado por hemorroidas, afirma a médica Cathy Eng, professora de medicina do Vanderbilt-Ingram Cancer Center.

Quando as hemorroidas, que são veias inchadas e inflamadas, ficam irritadas ou sofrem pressão, podem fazer com que sangue vermelho-vivo apareça no papel higiênico ou como gotas no vaso sanitário ou na superfície das fezes. Mas muitas vezes não é possível determinar pela aparência se o sangue vem das hemorroidas ou de algo mais grave, diz Eng.

Problemas de saúde como câncer colorretal, doença de Crohn, diverticulite e até algumas infecções gastrointestinais também podem provocar o aparecimento de sangue dentro ou sobre as fezes, afirma Baha Moshiree, gastroenterologista e professor de medicina da Wake Forest University School of Medicine, na Carolina do Norte.

Fezes que parecem pretas, com aspecto de piche, ou de um tom vinho-escuro podem ser sinal de sangramento no estômago ou na parte superior do trato digestivo, causado por uma úlcera gástrica, câncer no estômago ou no esôfago ou outras condições, diz Moshiree.

Qualquer presença de sangue dentro ou ao redor das fezes merece ser mencionada a um médico, afirma Eng.

2. Mudança incomum no funcionamento intestinal

É uma boa ideia contar a um médico sobre mudanças inesperadas no formato, na frequência ou na consistência das evacuações, como o surgimento de prisão de ventre, diarreia ou fezes finas, afirma Andrew Chan, gastroenterologista do Mass General Brigham, em Boston.

Quando essas mudanças acontecem sem uma causa clara, como alterações na alimentação, nos medicamentos, nos níveis de estresse ou na rotina de trabalho, elas podem indicar que algo não está bem, diz Chan. Um tumor em crescimento no cólon, por exemplo, pode provocar prisão de ventre ou fezes finas, afirma Eng. E a inflamação intestinal pode causar tanto prisão de ventre quanto diarreia, frequentemente acompanhadas de dor, gases e inchaço.

3. Diarreia que não passa

Se as evacuações estiverem amolecidas ou aquosas por mais de cinco a sete dias, especialmente se também houver dor abdominal, cólicas ou alterações no apetite, vale procurar um profissional de saúde, afirma Eng.

Infecções intestinais provocadas por determinados agentes, como os parasitas Cyclospora ou Giardia ou a bactéria Clostridioides difficile, podem causar diarreia, cólicas, dor ou alterações no apetite que podem exigir tratamento com antibióticos ou outros medicamentos, diz Moshiree.

Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn ou retocolite ulcerativa, também podem provocar diarreia crônica, dor, cólicas, gases e inchaço, assim como a doença celíaca, uma condição autoimune na qual o consumo de glúten faz com que o sistema imunológico ataque o intestino delgado. Em alguns casos, o câncer colorretal também pode provocar diarreia persistente, afirma Eng.

4. Dificuldade para engolir

Qualquer dor, desconforto ou dificuldade recorrente para engolir pode ser preocupante, afirma Moshiree. Isso inclui a sensação de não conseguir levar a comida da boca até a garganta ou de que o alimento está ficando preso na garganta.

Se você percebe algum desses sintomas com frequência —mesmo que durem apenas alguns instantes— procure um médico, diz Moshiree. Problemas nos nervos ou nos músculos, como doença de Parkinson ou esclerose múltipla, podem causar desconforto ou dificuldade para engolir. E condições que provocam uma obstrução próxima à garganta, como câncer de garganta ou de esôfago, podem dificultar a passagem dos alimentos.

Em casos graves, um alimento preso pode levar à asfixia, mas “não precisa chegar a esse extremo” para que seja importante mencionar o problema a um médico, afirma Chan.

5. Sintomas que acordam você no meio da noite

Diarreia, dor abdominal, cólicas, náusea ou outros sintomas gastrointestinais que fazem você acordar devem servir de alerta, afirma Moshiree. Condições graves, como doença de Crohn ou câncer colorretal, podem provocar esses despertares noturnos desagradáveis. Vírus que causam doenças gastrointestinais ou intoxicação alimentar também podem acordar uma pessoa, diz ela.

Condições gastrointestinais menos urgentes, como a síndrome do intestino irritável ou uma simples indigestão, são menos propensas a interromper o sono, afirma Moshiree, já que seus sintomas tendem a ocorrer quando a pessoa está acordada.

Também é importante contar a um médico se você estiver tendo suores noturnos frequentes que não estejam relacionados à menopausa, diz Eng. Suores noturnos podem ser sintoma de vários tipos de câncer, incluindo aqueles relacionados ao trato gastrointestinal, como câncer colorretal e cânceres de pâncreas.

Como regra geral, uma perda de peso inexplicada superior a 10% do peso corporal, independentemente do período em que ocorra, merece ser comunicada a um médico, afirma Moshiree. Entre as condições preocupantes que podem causar perda de peso inesperada estão os cânceres gastrointestinais, as doenças inflamatórias intestinais, obstruções intestinais e a gastroparesia, um distúrbio que faz com que o estômago esvazie muito lentamente.

O resultado

Se você não tiver certeza se um sintoma digestivo é preocupante, especialmente se ele não desaparecer em alguns dias ou semanas, é uma boa ideia conversar sobre ele com um médico, dizem os especialistas.

Um médico de atenção primária em uma clínica local, ou até mesmo um ginecologista, pode ser uma boa primeira opção, afirma Eng. Esse profissional pode encaminhar o paciente a um especialista, como um gastroenterologista, se necessário.

Autor: Folha

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