Após a Uefa, a Concacaf e a AFC rejeitarem sua proposta de abertura ao capital privado, a Fifa disse nesta sexta-feira (31) que respeita as preocupações expressas, mas reafirmou sua intenção de continuar o processo de consulta sobre o plano.
“A Fifa reconhece e respeita as opiniões e preocupações expressas publicamente”, disse a entidade após um dia tumultuado em que enfrentou a oposição das poderosas confederações da Europa, da América do Norte, Central e Caribe, e da Ásia.
“Ninguém está vendendo o futebol. Isso é algo que a Fifa jamais consideraria”, afirmou a organização em um comunicado esclarecendo o plano, que propõe a criação de uma empresa aberta a investidores privados para operações comerciais relacionadas à Copa do Mundo.
Na quinta-feira, a Uefa aprovou por unanimidade o boicote à Copa do Mundo caso a Fifa, liderada por Gianni Infantino, não reverta sua decisão.
Posteriormente, a Concacaf e a AFC também anunciaram a oposição de seus membros a essa iniciativa lançada por Infantino logo após o término da Copa do Mundo da América do Norte.
Na terça-feira, a Fifa revelou inesperadamente seu plano de criar a FFE (Fifa Forward Enterprise), que administraria suas atividades comerciais (transmissão, patrocínios, venda de ingressos, licenciamento) e aquelas relacionadas a eventos (Copa do Mundo e Mundial de Clubes, entre outros).
Infantino afirmou que investidores privados deteriam participações minoritárias e que a receita estimada em US$ 10 bilhões impulsionaria o desenvolvimento global do futebol.
De acordo com uma carta de Infantino enviada às 211 federações membros, o prazo para resposta ao projeto é 19 de setembro.
Nesta sexta-feira, a Fifa alegou que o processo de consulta planejado foi interrompido por “desinformação na mídia”.
“Continuaremos com este processo de consulta para garantir que cada Associação Membro tenha a oportunidade de votar com base em fatos”, afirmou o comunicado.
“Todos têm o direito de expressar sua oposição e solicitar esclarecimentos adicionais, mas nenhuma entidade pode alegar representar todas as 211 associações membro em todo o mundo”, declarou a Fifa.
“Cada associação membro deve ter a oportunidade de analisar a proposta e participar da construção do seu próprio futuro”, acrescentou.
“O programa Fifa Fast Forward consiste em um financiamento único para o desenvolvimento, no valor adicional de US$ 20 milhões por associação membro”, explicou. “A participação será totalmente voluntária para todas as associações membro, caso a proposta do FFE seja aprovada.”
Autor: Folha








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