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Tarifaço devora margem do frete e gera prejuízos nas rodovias

A retração econômica provocada pelo aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já se reflete diretamente nas estradas. Com a redução nos embarques de bens industrializados como madeira, autopeças e maquinário, o volume de cargas despencou. O cenário aumentou a disputa por fretes e estrangulou a ponta mais frágil dessa cadeia: o Transportador Autônomo de Cargas (TAC).

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Pressionado pela necessidade de manter o caminhão rodando, o autônomo frequentemente acaba aceitando condições desvantajosas e assumindo custos que, por lei, deveriam ser pagos pelos contratantes.

O impacto no Paraná ganha dimensões ainda maiores. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam que, dos mais de 80 mil transportadores cadastrados no Paraná, mais de 50 mil são caminhoneiros autônomos. A ampla maioria atua no transporte de cargas intermunicipais, interestaduais e internacionais, justamente o segmento mais exposto às oscilações do comércio exterior.