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Fux vota para manter proibição de jogos de azar; Dino pede vista e adia decisão

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou, após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, o julgamento que definirá se a exploração de jogos de azar continua sendo considerada uma contravenção penal no Brasil. Dino e o ministro Luiz Fux divergiram sobre a inclusão das apostas online, as chamadas “bets”, no julgamento.

O ministro Luiz Fux, relator do Recurso Extraordinário (RE) 966.177, votou para manter a proibição de jogos de azar presenciais, como bingos, caça-níqueis, jogo do bicho e cassinos. A legalidade das bets é tratada em Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs), que não estavam pautadas para a sessão desta tarde.

Para Dino, existe um “risco lógico” em julgar o recurso de forma isolada. Ele argumentou que as bets são, essencialmente, jogos de azar e que, se o STF declarar a proibição genérica dessas atividades, precisaria explicar por que as apostas online teriam um tratamento diferenciado.

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