segunda-feira, agosto 10, 2026
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Polarização nacional marca debate entre Tarcísio e Haddad em SP

A polarização nacional deu o tom do primeiro debate das eleições de 2026 em São Paulo, realizado pela emissora Band na noite deste domingo (9). O encontro colocou frente a frente o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em uma reedição do segundo turno do pleito estadual de 2022. Neste ano, Tarcísio representa o legado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e será o principal aliado do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no maior colégio eleitoral do país. Da mesma forma, o presidente Lula (PT) volta a usar Haddad como um dos principais expoentes do petismo e da esquerda brasileira.

Em sintonia com as pesquisas que apontam a violência como a principal preocupação do eleitor, o confronto começou com a discussão sobre segurança pública. A dinâmica garantiu 20 minutos para cada candidato administrar seu tempo. No primeiro questionamento, Tarcísio de Freitas lembrou-se das operações que extinguiram a Cracolândia no centro da capital e perguntou ao petista por que o programa “De Braços Abertos”, da época em que Haddad era prefeito, não teve o mesmo sucesso.

O ex-prefeito destacou o aspecto social do programa e criticou o governador por não compartilhar com o Ministério Público o mérito das operações contra o tráfico de drogas e o combate a facções criminosas. “O prefeito cuida de pessoas doentes; o programa não tinha capacidade de enfrentar o tráfico de drogas, que é assunto da polícia”, respondeu Haddad. “Você tem dificuldade de compartilhar o mérito. O Ministério Público foi essencial para a operação no centro. O promotor Lincoln Gakiya o procurou para apresentar o programa sobre o centro. Sem o Ministério Público, que é desrespeitado por falta de menção, nada disso teria acontecido”, completou.

Em resposta, Tarcísio disse que o atual governo encerrou as atividades na Cracolândia após mais de 30 anos, em uma atuação conjunta com a prefeitura paulistana, o Ministério Público e o setor de inteligência da Polícia Militar. “Por isso, percebemos o modus operandi e conseguimos acabar com o crime, que lavava dinheiro e movimentava o fluxo segundo interesses próprios”, afirmou o governador.