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Brasil se junta a China, Irã e Rússia em lista de países que aplicaram restrições ao Discord

O anúncio da suspensão das transmissões ao vivo do Discord pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) colocou o Brasil ao lado dos regimes da China, Rússia e Irã na lista de países que já impuseram algum tipo de restrição à plataforma.

A suspensão foi anunciada na última quarta-feira (12). Segundo a ANPD, as transmissões ao vivo pela plataforma deverão permanecer indisponíveis até que a empresa demonstre ter adotado “medidas técnicas e de segurança suficientes” para reduzir riscos a crianças e adolescentes. De acordo com a agência, a decisão foi motivada por “evidências de que as lives vinham sendo usadas de forma recorrente em episódios relacionados a violência, assédio, automutilação e suicídio”.

A medida foi adotada após a abertura de um processo de fiscalização sobre o Discord e em meio à repercussão da morte de uma adolescente de 13 anos. Segundo as investigações citadas pelas autoridades, a jovem teria sido induzida por outros adolescentes à automutilação e ao suicídio. Dias antes da decisão da ANPD, a primeira-dama Janja da Silva havia defendido publicamente a retirada do Discord do ar.

O Discord contesta a versão apresentada pelo governo. Em documentos encaminhados à ANPD, a empresa afirmou que o episódio envolvendo a adolescente foi um caso isolado e alegou ter removido o servidor envolvido antes da morte da jovem. A plataforma também disse ter encontrado indícios de que a atividade criminosa havia sido organizada em outras redes e continuado fora do Discord após o banimento dos envolvidos. A empresa já pediu a revogação da medida e solicitou um cronograma de pelo menos 15 dias úteis para realizar as melhorias de segurança.