quarta-feira, agosto 19, 2026
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China desacelera e aumenta temor de crise mais profunda

A economia da China começou este segundo semestre dando sinais de perda de força em diferentes áreas, aumentando a preocupação de analistas sobre a capacidade de Pequim de sustentar o ritmo de crescimento esperado para este ano. Dados divulgados pelo regime comunista mostraram desempenho abaixo das previsões nos setores da indústria, consumo e de investimentos.

Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China, a produção industrial até cresceu 4,5% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Contudo, o resultado marcou uma desaceleração em relação aos 5,3% registrados em junho e ficou abaixo da estimativa de 4,8% apontada por economistas.

As vendas no varejo também perderam força. De acordo com os dados oficiais, o indicador avançou apenas 0,6% em julho, abaixo da alta de 1% observada em junho e bem distante da expectativa de 1,5% do mercado. O desempenho fraco ocorreu mesmo durante o período de férias de verão, quando o turismo costuma estimular o consumo.

Outro sinal de enfraquecimento veio dos investimentos. Conforme números oficiais citados pela Bloomberg, o investimento em ativos fixos recuou 6,7% nos primeiros sete meses deste ano em relação ao mesmo período de 2025. No primeiro semestre, a queda havia sido de 5,7%, o que indica que o quadro piorou.