
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou nesta quarta-feira (19) a pressão contra o Irã ao anunciar uma nova ofensiva econômica contra o regime de islâmico e ameaçar com consequências financeiras graves países, empresas e instituições que continuarem oferecendo apoio econômico a Teerã.
Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou que os Estados Unidos vão iniciar contra o Irã o que classificou como a “mais devastadora operação econômica já adotada contra qualquer país”. Segundo o republicano, a nova estratégia contra o regime será baseada em “guerra econômica e isolamento em escala sem precedentes”.
Trump também ameaçou diretamente países terceiros que mantenham canais de apoio ao Irã. De acordo com o presidente, governos que permitirem que bancos, empresas, aeroportos ou órgãos públicos ofereçam qualquer tipo de “linha de vida” ao regime iraniano poderão enfrentar “tremendas consequências econômicas” impostas pelos Estados Unidos. Recentemente, o presidente do banco central do Irã se encontrou com a ex-presidente Dilma Rousseff para discutir a entrada do país no banco do Brincs, instituição que atualmente é presidente pela aliada de Lula.
Na publicação, Trump citou explicitamente operações de contrabando de petróleo, linhas de swap (acordos de troca financeira), transferências em dinheiro, casas de câmbio, registros de navios e empresas de fachada como mecanismos que Washington pretende combater. “Tudo isso precisa parar agora”, escreveu.
O presidente chamou a nova etapa da ofensiva de “Dia D econômico” e pediu que países aliados dos Estados Unidos participem do esforço para ampliar o isolamento internacional do Irã. Trump afirmou que as medidas foram desenhadas para reduzir a capacidade de Teerã de financiar e projetar poder militar e apoiar grupos terroristas aliados no exterior.
A declaração ocorre depois de Trump determinar a paralisação das conversas mantidas por integrantes de seu governo com representantes iranianos. O presidente havia orientado seus enviados nesta terça-feira (18) a interromper os contatos com Teerã, embora tenha dito nesta quarta que as negociações poderiam ser retomadas “em algum momento”.
A nova ofensiva econômica ocorre em meio à continuidade do conflito entre os Estados Unidos e o Irã e à disputa pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. Trump voltou a afirmar nesta quarta-feira que os Estados Unidos estão em “controle completo” da passagem e disse que o bloqueio naval americano contra o Irã tem sido “extremamente eficaz”.
Nesta quarta, os Emirados Árabes Unidos, segundo maior parceiro comercial do Irã, anunciaram a suspensão de todo o comércio com o regime iraniano depois que dois mísseis balísticos atingiram o país. O Irã negou ter realizado os disparos.
Em seu post, Trump afirmou que o Irã desperdiçou oportunidades de chegar a um acordo com os Estados Unidos e disse que ninguém teria oferecido ao regime iraniano uma chance maior de negociar do que seu governo, mas que Teerã teria rejeitado essa possibilidade. Trump reiterou no post que seu governo não permitirá que o Irã obtenha uma arma nuclear.
Autor: Gazeta do Povo








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