A empresa aeroespacial sul-coreana Innospace anunciou nesta quarta-feira (19) que precisou interromper o primeiro voo de teste de seu foguete suborbital multiuso, denominado Sebit, realizado no Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão. O equipamento caiu no mar.
Em nota, a Innospace informou que após uma decolagem normal, às 16h30, os sistemas de monitoramento identificaram que o foguete realizou movimentos que desviavam da rota planejada.
Em conformidade com os regulamentos de segurança do CEA, a Força Aérea Brasileira (FAB) ativou o Sistema de Terminação de Voo (FTS, na sigla em inglês), interrompendo a trajetória planejada.
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Segundo a empresa, o foguete caiu dentro de uma zona de segurança marítima previamente designada, sem que fossem registrados feridos ou danos materiais de qualquer natureza.
A empresa afirmou que, diferente de veículos projetados para colocar satélites em órbita terrestre, o Sebit foi desenvolvido para transportar cargas úteis de clientes a altitudes de até 100 quilômetros, permitindo a realização de testes tecnológicos, validação científica e pesquisas em ambientes de microgravidade e alta altitude.
Apesar da queda, Innospace conseguiu coletar dados do voo
A Innospace confirmou que conseguiu obter dados de voo, como informações de telemetria sobre sistemas essenciais, incluindo a plataforma de lançamento, o sistema de propulsão, rastreamento e os sistemas de orientação, navegação e controle.
A empresa afirmou que os dados estão sendo analisados para determinar a altitude precisa atingida no teste, a distância e o tempo de voo, bem como para diagnosticar a causa exata que levou à interrupção.
“Os dados e a experiência operacional obtidos por meio deste primeiro voo de teste serão um ativo importante para o avanço dos nossos serviços de teste e verificação suborbital do Sebit”, disse o fundador e CEO da Innospace, Soojong Kim.
O executivo ressaltou ainda que, por meio de voos repetidos, a companhia planeja aumentar continuamente a confiabilidade dos serviços e transformar o foguete em uma plataforma de transporte espacial suborbital focada nas necessidades de seus clientes.
Assim que as causas detalhadas da falha forem confirmadas, a Innospace afirmou que pretende incorporar as melhorias necessárias no projeto e realizar novos voos de teste para viabilizar a estabilidade operacional e o desempenho do foguete.
O acordo comercial para o uso da base brasileira foi viabilizado, pela primeira vez, pela Alada (Brazilian Aerospace Projects Company). Fundada em 2025, a Alada tem como objetivo “promover e expandir atividades comerciais que utilizem a infraestrutura aeroespacial estatal do Brasil”.
Autor: Gazeta do Povo








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