
A Nasa cancelou nesta quarta-feira (19) a missão de resgate do telescópio Swift, que foi colocado em órbita há 22 anos e que deve reingressar na Terra de maneira incontrolada no final deste ano, mais de um mês após o lançamento de uma espaçonave para tentar conter sua queda.
“Devido a um problema persistente com o controle de altitude de uma espaçonave comercial (…), a nave Link não capturará nem impulsionará um satélite da agência a uma altitude maior para ampliar sua missão científica, como estava previsto”, informou a agência espacial americana em comunicado, segundo informações da agência EFE.
No início de julho, a empresa aeroespacial Northrop Grumman havia lançado a espaçonave não tripulada Link, de outra empresa do setor, a Katalyst Space Technologies, a partir das Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, em direção ao telescópio da Nasa.
O Swift foi lançado em 2004 e monitora algumas das maiores explosões do universo, como rajadas de raios gama e explosões estelares. O telescópio está perdendo altitude rapidamente devido a tempestades solares.
Na missão, o Swift seria capturado e teria sua órbita elevada por meio do acionamento dos propulsores da Link, o que permitiria que ele continuasse operacional.
Porém, esse plano era complicado, já que o satélite não possui alças nem pontos de fixação, e teve de ser descartado com a nave já no espaço.
O processo teria levado cerca de um mês, durante o qual os especialistas pretendiam descobrir a melhor forma de interceptar o satélite e empurrá-lo para uma órbita superior.
Uma vez descartado o plano, a Nasa declarou que o telescópio continuará seu declínio em direção às camadas mais baixas da atmosfera terrestre, onde se desintegrará durante a reentrada.
A agência informou que a nave Link continuará trabalhando nas proximidades do telescópio “para demonstrar capacidades-chave para o futuro da exploração espacial” e “coletar a maior quantidade de dados possível para fundamentar futuras operações de manutenção de satélites”.
O Swift não possui motor, de modo que não pode corrigir seu rumo por si mesmo. Outro telescópio que também enfrenta o desafio da perda gradual de altitude é o Hubble. Com mais de 30 anos em órbita e sem motor próprio, sua trajetória também se degrada lentamente.
Autor: Gazeta do Povo








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