O piloto e influenciador Joselito Geraldo de Sousa, conhecido como Lito Sousa, 59, apareceu nas redes sociais neste domingo (23) fazendo um apelo para que tenha acesso a um tratamento experimental para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).
Esta é a primeira aparição de Lito desde que sua esposa, Mila Seidl, revelou em vídeo publicado no Instagram, na sexta (21), que ele recebeu o diagnóstico da doença.
No vídeo deste domingo, ele diz, em inglês, que tem um apelo urgente a fazer e pede para que os seus seguidores escutem atenciosamente a mensagem.
Em seguinda, um homem fala, também em inglês, que este é um apelo urgente à Ionis Pharmaceuticals, ao Broad Institute —centro de pesquisa biomédica e genômica que tem parceria com o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e com a Universidade de Harvard— e à Mayo Clínic.
Ele cita dois experimentos que podem ajudar Lito: ION717 trial, da Ionis Pharmaceuticals, e Prism trial (NCT07444580), do Broad Institute. O homem pede para que o vídeo seja compartilhado para que possa chegar aos pesquisadores, de forma que o influenciador tenha uma chance de acesso aos tratamentos experimentais.
“Quer ajudar o Lito? Então compartilha este vídeo na sua rede e marca as instituições referidas na legenda. Cada minuto conta”, afirma.
A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma doença neurodegenerativa. Ela provoca a morte progressiva dos neurônios, causada pelo acúmulo anormal de uma proteína chamada príon no cérebro.
É uma condição rara. A incidência estimada é de 1 a 2 casos por milhão de habitantes por ano, segundo o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos.
A doença ocorre quando a proteína priônica assume uma forma anormal e passa a induzir outras proteínas a fazer o mesmo, acumulando-se no tecido cerebral. Não se sabe por que esse processo começa na maioria dos casos.
A forma mais comum é a esporádica, responsável por cerca de 85% dos casos. Não há causa ou fonte de infecção conhecida, nem relação com histórico familiar ou consumo de carne. “É realmente imprevisível, não dá para dizer quem vai ter ou não. Qualquer pessoa está suscetível”, disse à Folha Fernando Freua, líder do setor de neurologia do Hospital Samaritano Higienópolis e coordenador do ambulatório de doenças neurológicas raras e neurogenética do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).
Entre 5% e 15% dos casos são hereditários e estão relacionados a mutações no gene PRNP, responsável pela produção da proteína priônica. Nem todas as pessoas que têm uma mutação nesse gene desenvolverão a doença.
De acordo com Freua, não é possível determinar a causa do quadro de Lito Sousa sem conhecer os detalhes clínicos do caso.
Há ainda a forma iatrogênica da doença, adquirida em situações muito específicas, como determinados procedimentos médicos. Ela representa menos de 1% dos casos conhecidos, segundo o Ministério da Saúde.
Autor: Folha








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