segunda-feira, agosto 31, 2026
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Israel e católicos dos EUA se unem contra o antissemitismo em iniciativa diplomática

O governo de Israel intensificou seus esforços diplomáticos para fortalecer laços com a comunidade católica dos Estados Unidos, o maior grupo religioso do país. Através de uma parceria com a organização leiga Coalizão de Católicos Contra o Antissemitismo (CCAA), autoridades israelenses promoveram, em agosto de 2026, uma jornada de solidariedade para líderes de opinião e influenciadores católicos americanos, visando combater narrativas críticas e proteger o direito à segurança na região.

Qual é o papel da organização católica CCAA nesta iniciativa diplomática?

A Coalizão de Católicos Contra o Antissemitismo (CCAA) funciona como um elo estratégico entre o Ministério das Relações Exteriores de Israel e influenciadores católicos influentes nos EUA. Fundada no final de 2023, a entidade defende o direito de segurança do povo judeu em sua terra ancestral, ao mesmo tempo em que reconhece a necessidade de proteção para os palestinos. A organização foi responsável por coordenar a seleção de líderes de pensamento e organizar o itinerário da viagem, focando em combater o antissemitismo por meio da educação e da experiência direta no território israelense.

Como foi estruturado o itinerário dos influenciadores católicos em Israel?

Durante uma semana, treze influenciadores visitaram pontos sensíveis e históricos. O grupo esteve nas fronteiras com Gaza e o Líbano, onde recebeu informações sobre as operações militares contra o Hamas e o Hezbollah. Além do foco militar, a delegação percorreu locais sagrados como a Via Sacra em Jerusalém e cidades como Belém e Haifa. O objetivo foi permitir que os líderes americanos conhecessem as ameaças existenciais enfrentadas por Israel e conversassem diretamente com cristãos árabes e palestinos sobre as dificuldades sociais e econômicas que eles vivem no dia a dia da região.

Quais são os principais desafios relatados pelas comunidades cristãs locais?

Em encontros com líderes religiosos, como o arcebispo Youssef Matta, surgiram relatos preocupantes sobre a sobrevivência do cristianismo na Terra Santa. Em Belém, o número de cristãos caiu drasticamente, restando apenas um dígito da população original devido à emigração e restrições de trabalho. Já em Haifa, foram citados problemas como esquemas de extorsão por grupos criminosos e discriminação em verbas para escolas católicas. Membros da delegação americana pediram que Israel ofereça mais assistência a esses grupos, argumentando que a segurança cristã gera boa vontade internacional.