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Relatório aponta devastação da Mata Atlântica no Paraná

A disputa judicial sobre a exploração de madeira na região do Vale do Ribeira, em Cerro Azul e Doutor Ulysses, envolve milhões de reais em extração de pinus, mas também tem apontado um impacto ambiental significativo. Um relatório produzido pela Polícia Científica do Paraná em junho deste ano, a pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), concluiu que houve supressão vegetal de 2,2 mil hectares de vegetação exótica (pinus), além de 32,17 hectares de Mata Atlântica e 256,18 hectares de áreas de preservação permanente (APPs) de nascentes ou cursos hídricos mapeados na base de dados oficial do Instituto Água e Terra.

Para efeito de comparação, 32,17 hectares de Mata Atlântica correspondem a quase um quarto do Parque Barigui ou a 32 quadras urbanas padrão.

As Áreas de Preservação Permanente (APPs) são faixas de terra protegidas por lei (Código Florestal nº 12.651/2012), cobertas ou não por vegetação nativa. Elas têm a função ambiental de preservar recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade.

Diferentemente de outras áreas de conservação, as APPs não podem ser exploradas comercialmente ou desmatadas, e devem ser mantidas intocadas independentemente de estarem em propriedade pública ou privada. No relatório da Polícia Científica, a extração em 256,18 hectares de APPs corresponde a quase dois Parques Barigui inteiros ou 256 quadras urbanas padrão.