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Lito Sousa vai importar remédio experimental – 04/09/2026 – Equilíbrio e Saúde

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta sexta-feira (4) a importação e a utilização, em caráter excepcional, de um medicamento experimental para o tratamento do influenciador Lito Sousa, que recentemente recebeu diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara e sem cura.

Chamada ALN-6457, a substância autorizada pela Anvisa foi desenvolvida pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals. O composto ainda está em estágio prévio ao desenvolvimento clínico, sem estudos formalmente iniciados em seres humanos para DCJ. Lito será a primeira pessoa a recebê-lo.

O pedido foi feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo tratamento do influenciador. A unidade solicitou a autorização excepcional para uso individual, por meio de importação por pessoa física, já que Lito foi aceito em um programa de uso compassivo mantido pela farmacêutica no exterior.

Segundo a Anvisa, esse tipo de autorização costuma ser usado em casos de produtos sem registro ou estudo no Brasil.

“A avaliação considerou que se trata de uma enfermidade neurodegenerativa com evolução rápida, letal e irreversível. Além disso, a autorização em caráter excepcional foi adotada diante da ausência de patrocinador ou representante responsável no Brasil”, diz a Anvisa, em nota.

Com a liberação, a importação do medicamento deve ficar a cargo da equipe médica que acompanha o paciente. Ainda não há previsão de quando a substância chega ao Brasil, nem detalhes sobre como o tratamento será conduzido.

O diagnóstico de Lito foi revelado em 21 de agosto pela esposa dele, a empresária Mila Seidl, após semanas de investigação neurológica em São Paulo.

A DCJ é causada pelo acúmulo anormal de proteínas príon no cérebro, destruindo neurônios. Não existe, até hoje, tratamento capaz de reverter ou interromper sua evolução, e o protocolo médico usual recomenda o encaminhamento do paciente aos cuidados paliativos logo após a confirmação do diagnóstico.

Após a alta hospitalar, Lito Sousa passou a receber cuidados em regime domiciliar. Em vídeo publicado nas redes sociais, Lito pediu, em inglês, para ser incluído em algum estudo experimental sobre a doença e citou instituições como Ionis Pharmaceuticals, Broad Institute, Harvard e Mayo Clinic.

O Ministério da Saúde também pediu formalmente sua inclusão em um estudo experimental nos Estados Unidos.

Autor: Folha

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