Dois psiquiatras da Nova Zelândia receberam nesta sexta-feira (4) autorização para prescrever MDMA de grau farmacêutico a pessoas com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) grave.
A decisão da Medsafe, agência reguladora de medicamentos da Nova Zelândia, torna o país o segundo do mundo a aprovar o uso dessa droga recreativa para o tratamento do TEPT, depois que a Austrália adotou medida semelhante em 2023.
“O TEPT destrói vidas e é difícil de tratar”, afirmou o vice-primeiro-ministro David Seymour, que no ano passado apoiou a aprovação do uso de cogumelos alucinógenos no tratamento de pessoas com depressão grave.
“MDMA pode ser muito eficaz para tratar a condição por meio da terapia assistida por substâncias psicodélicas. A Nova Zelândia está comprometida em ampliar o acesso a tratamentos inovadores”, acrescentou.
O TEPT é um transtorno de saúde mental que se desenvolve após uma pessoa vivenciar ou ser ameaçada por eventos traumáticos, como morte, combate militar ou agressão sexual.
Nos Estados Unidos, ensaios clínicos estão em andamento. Em 2024, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) rejeitou a legalização do uso medicinal do MDMA, alegando que não havia evidências suficientes de sua segurança e eficácia.
O Ministério da Saúde da Nova Zelândia informou que o tratamento assistido com MDMA será combinado com psicoterapia e enfatizou que os pacientes, que deverão ter mais de 18 anos, não receberão a substância para uso em casa.
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Autor: Folha




















