quarta-feira, setembro 23, 2026
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A rede da China para vigiar cristãos e igrejas clandestinas

O regime comunista da China está ampliando uma estrutura de vigilância interna sobre atividades religiosas que combina recompensas em dinheiro para cidadãos que façam denúncias, agentes espalhados por bairros e comunidades, plataformas digitais e punições administrativas.

Só no primeiro semestre deste ano, mais de 12 cidades chinesas criaram medidas para incentivar ou remunerar moradores que informem às autoridades sobre práticas classificadas pelo regime comunista como “atividades religiosas ilegais” no país, segundo levantamento divulgado neste mês pela Human Rights Watch (HRW).

A Gazeta do Povo apurou que, em algumas cidades da China, autoridades desenvolveram mecanismos para acompanhar locais de culto, líderes religiosos e atividades religiosas consideradas “irregulares” no país.

Na cidade de Guangzhou, uma das maiores da China, por exemplo, cidadãos podem receber até 10 mil yuans (R$ 7,6 mil) em recompensa por informações que permitam às autoridades comunistas localizar líderes de organizações religiosas estrangeiras consideradas ilegais e identificar a estrutura e os integrantes dessas organizações dentro da China.