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NASA descobre maior impacto recente no Sistema Solar

A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA descobriu uma nova cratera de 222 metros de diâmetro na Lua, batizada de McGetchin. O impacto, provocado por um asteroide ou cometa entre abril e maio de 2024 na região do Mar das Crises, é o maior registrado desde o início do monitoramento detalhado. A descoberta ajuda cientistas a entenderem os riscos para futuras instalações humanas no satélite.

Como a nova cratera lunar foi formada?

A cratera McGetchin surgiu após a colisão de um objeto espacial, provavelmente um asteroide ou fragmento de cometa, que media entre 9 e 21 metros de diâmetro. Esse corpo atingiu a superfície lunar em altíssima velocidade, liberando uma energia equivalente à explosão de 15,5 mil toneladas de TNT. O evento ocorreu em algum momento entre os dias 11 de abril e 22 de maio de 2024, mas sua descoberta oficial só aconteceu mais de um ano depois, quando especialistas conseguiram analisar e comparar detalhadamente as imagens capturadas pela sonda orbital da NASA.

Quais são as dimensões exatas e a localização dessa formação?

Com cerca de 222 metros de largura, a cratera tem mais que o dobro do comprimento de um campo de futebol profissional. Sua profundidade alcança 43 metros, o que equivale à altura de três ônibus escolares empilhados verticalmente. Ela está situada na região leste da Lua, próxima à borda do Mar das Crises — uma gigantesca planície de lava solidificada. O nome McGetchin é uma homenagem ao cientista Thomas McGetchin, que se destacou nos estudos sobre crateras durante a era Apollo, ajudando a desvendar como esses impactos moldam a geologia do nosso satélite natural.

Qual foi a tecnologia utilizada pela NASA para encontrar esse impacto?

A identificação só foi possível graças à sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), que monitora a Lua desde 2009. Em outubro de 2025, o especialista Robert Wagner percebeu uma alteração visual nítida em registros sobrepostos da superfície. A confirmação veio através da câmera de ângulo estreito da LRO, capaz de gerar imagens de altíssima resolução. Esse monitoramento constante é vital porque o sistema de análise precisa filtrar milhares de alterações causadas apenas por luz e sombra para encontrar mudanças reais no terreno, revelando a dinâmica ativa de impactos espaciais.