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Itália aprova plano para retomar energia nuclear após 40 anos

O Parlamento da Itália aprovou nesta quarta-feira (23), em Roma, o plano do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni para permitir a retomada da produção de energia nuclear no país quase quatro décadas depois do fechamento das antigas usinas. O texto recebeu a aprovação definitiva do Senado por 81 votos a 51, com sete abstenções, e autoriza o governo a criar as regras necessárias para a construção e operação de novos reatores. A iniciativa é defendida pelo Executivo como uma forma de reduzir a dependência energética do exterior, ampliar a oferta de eletricidade e diminuir a exposição do país às oscilações dos mercados internacionais.

A proposta, apresentada pelo governo Meloni e pelo ministro do Meio Ambiente e da Segurança Energética, Gilberto Pichetto Fratin, já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em 4 de junho. Com o aval do Senado, o projeto encerrou sua tramitação parlamentar.

A nova lei não significa que a Itália começará imediatamente a construir centrais nucleares. Ela estabelece o marco para a volta do setor e delega ao governo a elaboração das normas que vão definir como poderão funcionar as futuras instalações.

Entre os pontos que ainda precisarão ser regulamentados estão as autorizações para construção e funcionamento das usinas, a gestão dos resíduos radioativos e do combustível utilizado, as regras de segurança e a criação dos órgãos responsáveis pela fiscalização do setor. A legislação também prevê o uso da energia nuclear para a produção de hidrogênio.