terça-feira, setembro 29, 2026
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Decisão de Fux sobre Aparecida expõe abusos seletivos de Dino e Moraes

A decisão do ministro Luiz Fux desta terça-feira (29), que suspendeu determinação do ministro Flávio de domingo (27), ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), faz uma dura crítica ao que considera um tratamento desigual nos casos de liberdade de expressão, ao lembrar que a Corte admitiu restrições mais severas em situações semelhantes dentro do inquérito das fake news.

O caso envolve a decisão de Dino que afastou uma determinação de André Mendonça, proferida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), relacionada a publicações que difundiam a alegação falsa de que Flávio Bolsonaro defenderia a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

Ao fundamentar sua decisão, Fux apontou o que considera uma série de manobras processuais para proteger uma mentira, impedindo o direito de defesa de Flávio Bolsonaro e contornando outros direitos constitucionais.

Faz sentido que este Supremo Tribunal Federal determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa? Não! Sob esse ângulo, medidas das mais autoritárias foram adotadas no âmbito dos inquéritos das fake news e das ‘milícias digitais’ sob o pretexto de coibir a desinformação, inclusive de coerção pessoal (prisão) e patrimonial

Ministro Luiz Fux