
O The Wall Street Journal (WSJ) publicou nesta quinta-feira (1º) uma reportagem que apontou que o governo dos Estados Unidos está reforçando a presença militar no Oriente Médio, em meio a especulações de que ataques em grande escala contra o Irã serão retomados.
De acordo com o jornal conservador nova-iorquino, o Pentágono está enviando um terceiro grupo de ataque de porta-aviões e uma unidade expedicionária de Fuzileiros Navais adicional para o Oriente Médio, o que vai acrescentar entre 9 mil e 10 mil militares americanos mobilizados na região.
Fontes do governo americano disseram ao WSJ que esse efetivo vai chegar ao Oriente Médio até o final de novembro, mês em que o presidente Donald Trump pretende retomar os bombardeios em grande escala ao Irã, depois de combates pontuais nos últimos meses após um cessar-fogo ter sido acordado em abril.
O grupo de ataque do porta-aviões USS Theodore Roosevelt deixou sua base em San Diego no domingo (27) para a missão, enquanto o Grupo de Prontidão Anfíbia USS Makin Island — composto por três navios anfíbios que transportam fuzileiros navais da 13ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais — partiu na segunda-feira (28), detalhou o jornal.
Dois grupos de porta-aviões — o USS George H.W. Bush e o USS George Washington — já se encontram no Oriente Médio.
Na quinta-feira, Trump sugeriu que haverá resposta caso seja comprovada a participação do Irã em um incidente perto de uma base aérea da Inglaterra, utilizada pelos EUA e perto da qual suspeitos de planejar um atentado foram presos esta semana. “Estamos analisando isso com muita atenção”, afirmou.
No fim de semana, Trump negou uma proposta do Irã para negociar o fim da guerra e a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, após ter falado no seu discurso na ONU na semana passada que iria escolher entre “aniquilar” o país persa ou chegar a um acordo, provavelmente após as midterms, as eleições de meio de mandato presidencial americanas, marcadas para novembro.
Com a escolta de navios americanos, o volume de petróleo bruto que transita por Ormuz atingiu uma média de 13,5 milhões de barris por dia na última semana de setembro, segundo dados da empresa Kpler, que monitora navios-tanque e fluxos comerciais globais.
Tal patamar igualou a média pré-guerra, porém, o volume de produtos refinados transportados por Ormuz teve uma média de 677 mil barris por dia no mesmo período, enquanto antes do conflito o patamar era de 3,6 milhões por dia, segundo a Kpler.
Autor: Gazeta do Povo








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