
Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado pelo segundo ano seguido que merecia receber o Prêmio Nobel da Paz, o comitê norueguês esnobou o mandatário americano novamente e nesta sexta-feira (9) decidiu conceder a honraria à jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay.
Em comunicado, o comitê afirmou que Pillay, de 85 anos, foi reconhecida “por seus esforços na promoção da paz e do direito internacional”.
No início da sua carreira, ela defendeu opositores ao apartheid, o sistema discriminatório que governou a África do Sul entre 1948 e 1994, sendo aliada de Nelson Mandela.
Depois, atuou como juíza na Alta Corte da África do Sul, no Tribunal Penal Internacional para Ruanda, criado para julgar os responsáveis pelo genocídio de 1994 no país africano, e no Tribunal Penal Internacional (TPI).
Além disso, foi alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e presidente da Comissão Internacional de Inquérito Independente da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados.
Hoje, Pillay é juíza na Corte Internacional de Justiça (CIJ), no caso em que Mianmar é acusado de genocídio contra a minoria muçulmana rohingya no estado de Raquine.
“Navi Pillay responsabilizou Estados e líderes nacionais e trouxe esperança a vítimas de violência e conflitos. Em todos os cargos que ocupou, ela enfatizou a responsabilidade de indivíduos e Estados em cumprir o Estado de Direito”, afirmou o Comitê Norueguês do Nobel em comunicado.
Em 2014, mais de cem membros do Congresso dos Estados Unidos enviaram uma carta a Pillay, então alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, alegando viés da ONU contra Israel.
Seu trabalho à frente da Comissão Internacional de Inquérito Independente da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados também foi criticado, já que o órgão acusou Israel em 2025 de cometer “genocídio” na guerra na Faixa de Gaza contra o grupo terrorista Hamas.
Na ocasião, Pillay declarou: “Existe a intenção de destruir os palestinos em Gaza por meio de atos que preenchem os critérios estabelecidos na Convenção sobre Genocídio”.
Autor: Gazeta do Povo








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