terça-feira, outubro 13, 2026
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El Niño chegou lá em casa – Broadcast

Se o fenômeno climático já causa estragos em casa, imagine-se o que pode acontecer na agricultura com temperaturas extremas

Luísa Laval

O fenômeno do El Niño deixou de ser só uma previsão dos noticiários ou um fator de dúvida sobre que roupa usar para sair de casa. Ultimamente, percebo os efeitos e os desafios na minha família: sou uma grande “mãe de planta” e é difícil explicar para minhas “filhas” como elas devem se comportar.

Já estamos na primavera no hemisfério sul, mas nas últimas semanas tivemos a alternância de temperaturas típicas do inverno mais frio ou sinais do calor forte do verão. A umidade e o tempo nublado também não ajudam meus gerânios, que precisam do sol para crescer e florescer, ou as minhas folhagens em casa, que estão sendo atacadas por cochonilhas (um tipo de praga comum por aqui).

Sou uma mãe um pouco desorganizada, então conto com a ajuda de uma boa babysitter: um aplicativo que me lembra quando regar as plantas segundo as condições climáticas e a espécie da planta, com a “dieta” de cada uma. Mas nem mesmo a inteligência artificial, com seus algoritmos sofisticados, está conseguindo entender o que está acontecendo. Vou acabar afogando alguma das minhas filhas…

Se em casa já sentimos os efeitos de um clima guiado por uma biruta, talvez nos próximos meses já comecemos a sentir no bolso as consequências das “filhas” cultivadas pela agricultura…

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