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10 perguntas e respostas sobre o fim da escala 6×1

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1, abre caminho para mudanças nas relações trabalhistas brasileiras. Aprovado pelo Senado na quarta-feira (14), o texto reduz gradualmente a jornada semanal de 44 para 40 horas, estabelece dois dias de descanso remunerado e proíbe a redução salarial.

A proposta, que já passou pela Câmara dos Deputados, segue para promulgação pelo Congresso Nacional. A jornada máxima cairá para 42 horas semanais após 60 dias e, 12 meses depois, para 40 horas.

O impacto econômico preocupa o setor produtivo. A manutenção dos salários com jornadas menores elevará em 10% o custo da hora normal de trabalho para empresas que hoje utilizam o limite de 44 horas. Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado pela Gazeta do Povo, projeta queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 76,9 bilhões. Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima custos adicionais de R$ 122,4 bilhões anuais para o comércio.

Entidades empresariais alertam para possíveis aumentos de preços, redução de contratações e avanço da informalidade. Os efeitos, porém, dependerão da capacidade de adaptação das empresas. Defensores da PEC argumentam que a redução da jornada poderá melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e favorecer ganhos de produtividade.