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Boulos aposta na concorrência contra preço da redução de jornada

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), admitiu que o fim da escala 6×1 implica em maiores custos para as empresas. Mas apostou em um mecanismo do mercado, a concorrência, para apostar em um impacto inflacionário menos grave do que o previsto pelo setor empresarial.

“Quando o Lula libera um dia por semana para o trabalhador, isso tem um custo para quem contrata. E tem limite para repasse de preço. Todo empresário sabe disso. Só no setor monopolista que não tem limite para o repasse. Em qualquer setor concorrencial, você não pode fazer um repasse inflacionário, porque aí vem outro e toma o seu mercado”, disse Boulos, em uma entrevista exclusiva publicada nesta quarta-feira (22) no jornal Valor Econômico.

VEJA TAMBÉM:

  • Quem vai pagar a conta do populismo eleitoral do fim da escala 6×1

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    Ministro de Lula nega compensação a empresas

O governo Lula aposta alto na proposta de extinção da escala 6×1 e de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas como uma bandeira de campanha em ano eleitoral. A proposta está em discussão no Congresso e tem um forte apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a elevou a uma das prioridades deste último ano.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode elevar os custos das empresas brasileiras em até R$ 267,2 bilhões por ano, com aumento médio de 7% na folha, além de um impacto que varia em torno do mesmo nível percentual em setores específicos do mercado.

Boulos declarou que o governo apresentou um projeto de lei próprio, em regime de urgência, justamente para acelerar a aprovação no Congresso Nacional, não porque quer concorrer com a Proposta de Emenda à Constituição que já tramita na Casa. “A gente sabe que tem gente no Congresso que queria empurrar com a barriga”, declarou o ministro ao Valor.

Boulos ainda descartou a validade do argumento da produtividade. Ao mesmo tempo em que admite que a do trabalhador brasileiro está estagnada, afirma que ter um trabalhador “exausto” não seria solução. “Os países que reduziram jornada aumentaram a produtividade”, ponderou ele, na mesma entrevista.

Autor: Gazeta do Povo

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