
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou da sátira nesta terça-feira (14) ao comentar o desempenho de estudantes do Ceará no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).
Ao notar o alto número de cearenses aprovados na instituição, o petista afirmou: “Não é só cabeça grande não, é inteligência.” A declaração foi dada em entrevista ao Brasil 247, Revista Fórum e DCM.
Segundo Lula, cerca de 40% dos estudantes aprovados no ITA são do Ceará. O presidente afirmou que o governo busca ampliar investimentos para evitar a saída de talentos do país, citando a criação de cursos e políticas de incentivo como oferta de moradia e alimentação para estudantes.
Ele mencionou ainda a instalação de uma unidade do ITA em Fortaleza como reconhecimento ao desempenho dos alunos da região.
Se a intenção era elogiar, o efeito foi o oposto. A fala viralizou nas redes sociais, com cearenses e nordestinos reagindo com irritação, alegando estereótipo pejorativo associado à população nordestina.
“Dava pra elogiar o Ceará sem ser Idiota”, escreveu um usuário. “O mérito dos alunos ficou em segundo plano porque a estupidez foi mais rápida”, comentou outro. “Lula tá cada dia mais Biden”, mencionou um terceiro.
O Ceará é um dos redutos de maior base eleitoral de Lula. Nas eleições de 2022, o petista obteve mais de 75% dos votos válidos no estado no segundo turno.
O presidente afirmou ainda que “não existe exemplo no mundo de país que se desenvolveu sem investir em educação” e citou a expansão da rede federal de ensino, com novos institutos e aumento dos índices de alfabetização infantil.
O intuito, segundo ele, é ampliar o acesso e melhorar a formação educacional no país. O pano de fundo da declaração era, portanto, de campanha educacional, mas o que ficou circulando foi a piada.
Não é a primeira vez que falas informais de Lula sobre educação geram ruído. Em março, ao defender mudanças nas práticas de ensino, o presidente afirmou que quando um aluno não compreende algo após repetidas explicações, o problema pode estar em quem ensina, não em quem aprende.
A declaração foi criticada por professores e educadores, que a leram como uma generalização injusta sobre a categoria.








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