Como forma de criticar a proposta do fim da escala 6×1, defendida pelo governo federal e setores do Congresso, o deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS) protocolou nesta terça-feira (5) o projeto de Lei 2174/2026, que fixa o salário mínimo em R$ 100 mil. Além do valor inicial, o texto prevê correções anuais posteriores de, no mínimo, 50% sobre o valor nominal estabelecido.
“Já que a Câmara dos Deputados virou um circo onde o governo quer dar uma de mágico, segue a minha mágica para ‘resolver’ o problema da pobreza no país (…) Sim, é uma loucura — assim como mentir para os trabalhadores que eles vão ganhar a mesma coisa trabalhando menos”, escreveu o parlamentar em sua conta no X.
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Apesar do texto da lei, na seção de “Justificação” o projeto revela que a iniciativa possui um caráter de crítica política e ironia. Marcon afirma que a proposição surge em um momento em que o Congresso Nacional, sob influência de partidos de esquerda e do Executivo Federal, estaria utilizando a “magia como motor último de suas decisões”.
O parlamentar justifica o valor de R$ 100 mil como uma “proposição também mágica” para contrapor o que ele descreve como uma “realidade paralela onde não se demanda observação de estruturas postas”.
Falta de estudo de impacto
No documento, o deputado admite explicitamente a ausência de estudos de impacto financeiro para a medida. Ele justifica a omissão citando, de forma crítica, a PEC 8/2025 (de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), alegando que o parlamento passou a desconsiderar a necessidade de tais critérios técnicos em proposições recentes.
A nota encerra com um apelo irônico aos pares que compreendam a importância da proposta para a “realidade paralela, repleta de magia, que se instala em nosso território”.
A proposta de acabar com a escala 6×1 entrou em fase decisiva no Congresso, depois de uma queda de braço de parlamentares com o governo. O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) avançou com o tema por meio de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs), que foram aprovadas na CCJ no dia 22 de abril.
Autor: Gazeta do Povo




















