
O papa Leão XIV afirmou nesta terça-feira (5) que se alguém quiser criticá-lo, “que o faça com a verdade”, após novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.
“A missão da Igreja é pregar o Evangelho e a paz. Por isso, se alguém deseja me criticar por anunciar o Evangelho, que o faça com a verdade, pois a Igreja tem se manifestado contra todas as armas nucleares durante anos, e não resta dúvida alguma a respeito”, disse o sumo pontífice a jornalistas na saída de sua residência de Castel Gandolfo, nos arredores de Roma.
Perguntado sobre o uso de armamentos para a legítima defesa — ponto central do atrito com o governo Trump — o papa respondeu em inglês que a legítima defesa tem sido tradicionalmente permitida pela Igreja. “Portanto, falar de guerra justa hoje em dia é um problema muito complexo que deve ser analisado em muitos níveis”, disse.
“Desde a entrada na era nuclear, todo o conceito de guerra deve ser reavaliado sob os termos atuais. Sempre acreditarei que é muito melhor o diálogo do que entrar em um conflito nuclear”, acrescentou.
As declarações do pontífice foram feitas após Trump acusá-lo de “colocar em perigo muitos católicos” por sua suposta falta de firmeza em relação ao programa nuclear do Irã.
Leão XIV recordou que sua postura é coerente com sua mensagem de 8 de maio de 2025, quando assumiu o papado. “Já falei desde o primeiro momento em que fui eleito e, agora que estamos perto do aniversário, reitero: a paz esteja convosco”.
O novo atrito surge menos de 48 horas antes da visita oficial do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao Vaticano, compromisso que tem sido interpretado como um encontro para recompor as relações com a Santa Sé após os recentes episódios de desentendimento com o governo americano.
Sobre o encontro, o papa expressou o desejo de “ter um bom diálogo, com confiança e franqueza, para chegarmos a nos entender bem”.
Autor: Gazeta do Povo








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