
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se encontrou nesta quarta-feira (6) em Pequim com o seu homólogo chinês, Wang Yi, e afirmou que a parceria entre as duas ditaduras será “mais forte do que nunca” no futuro próximo.
Segundo informações de agências iranianas, Araghchi disse no encontro que a China é “um amigo sincero de Teerã”. “Nas circunstâncias atuais, a cooperação entre os dois países será mais forte do que nunca”, disse o chanceler.
Na segunda-feira (4), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, acusou a China de financiar o terrorismo por comprar petróleo do Irã.
“O Irã é o maior patrocinador estatal do terrorismo, e a China compra 90% da energia iraniana, financiando assim o maior patrocinador estatal do terrorismo”, disse Bessent em entrevista à Fox News.
Apesar da acusação, o secretário do Tesouro americano pediu para que Pequim ajude na reabertura do Estreito de Ormuz, passagem estratégica bloqueada quase totalmente por Teerã e por onde cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo transitavam antes de 28 de fevereiro, quando teve início a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
A respeito das negociações com Washington, Araghchi disse na reunião que Teerã “só aceitaria um acordo justo e abrangente” para encerrar a guerra.
Segundo informações da emissora CNN, um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China apontou que Wang disse que Pequim “espera que as partes envolvidas respondam o mais rápido possível aos fortes apelos da comunidade internacional” para restabelecer a navegação normal por Ormuz.
“A China acredita que uma cessação abrangente das hostilidades não admite demora, e que reiniciar a guerra é ainda mais indesejável”, disse o chanceler chinês a Araghchi.
Wang acrescentou que a China “aprecia o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares, ao mesmo tempo que acredita que o Irã tem o direito legítimo ao uso pacífico da energia nuclear”.
EUA e Israel iniciaram a atual guerra (em cessar-fogo desde 7 de abril) sob o argumento de que o Irã estava perto de obter armas nucleares; Teerã alega que seu programa nuclear tem fins pacíficos. No encontro desta quarta-feira, Wang chamou a ofensiva americana e israelense de “ilegítima”.
Antes da viagem a Pequim, Araghchi visitou outro adversário geopolítico americano: a Rússia, onde se encontrou no final de abril com o ditador Vladimir Putin em São Petersburgo.
Autor: Gazeta do Povo








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