
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (5) que o governo do presidente Donald Trump mantém sua posição em relação ao chavista Diosdado Cabello, e que uma recompensa de até US$ 25 milhões por informações que levem à condenação ou captura dele segue vigente.
Segundo informações do site Efecto Cocuyo, Rubio fez a afirmação durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.
Perguntado por uma jornalista sobre a posição americana em relação a Cabello, o secretário de Estado respondeu em espanhol: “A política dos EUA sobre essa questão não mudou e, quando mudar, nós a informaremos”. Rubio acrescentou que Cabello continua sendo considerado um “narcoterrorista” pelas autoridades americanas.
Cabello, que é ministro do Interior, Justiça e Paz venezuelano, foi declarado procurado pelos Estados Unidos em março de 2020, quando foi acusado de envolvimento numa conspiração narcoterrorista entre o Cartel de los Soles, da Venezuela, e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Ele foi indiciado à época numa corte federal em Nova York por conspiração para cometer narcoterrorismo, conspiração para enviar cocaína para os Estados Unidos e acusações relacionadas envolvendo armas de fogo.
O Departamento de Estado americano ofereceu a princípio uma recompensa de até US$ 10 milhões por informações que levem à prisão e/ou condenação de Cabello. No início de 2025, a recompensa foi elevada para US$ 25 milhões. O chavista também foi alvo de sanções dos Estados Unidos.
Nos dias seguintes à operação militar americana na qual foi capturado o então ditador Nicolás Maduro, em janeiro este ano, Cabello proferiu uma série de bravatas contra os Estados Unidos, como manifestações de repúdio a “ataques imperialistas que buscam minar a soberania e a estabilidade de todos os venezuelanos”.
Porém, ainda em janeiro, a agência Reuters publicou uma reportagem na qual três fontes oficiais não identificadas apontaram que o governo Trump deu um aviso a Cabello para que ele não atrapalhasse o processo de transição no país caribenho.
Segundo as fontes ouvidas pela agência britânica, Washington alertou que o ministro poderia “aparecer no topo da sua lista de alvos” se não ajudasse a ditadora interina, Delcy Rodríguez, “a atender às exigências dos EUA e a manter a ordem após a queda de Nicolás Maduro”.
Nos últimos meses, o chavista tem se mostrado mais discreto e parece ter perdido espaço no regime de Rodríguez, que se aproximou de Washington.
A ditadora interina restabeleceu relações diplomáticas, fez uma parceria de longo prazo na área de energia com os Estados Unidos e recebeu elogios de Trump, que se recusou a apoiar a líder oposicionista María Corina Machado para comandar a Venezuela, alegando que ela não teria o apoio necessário dentro do país.
No início de abril, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro dos EUA retirou o nome de Rodríguez da sua lista de alvos de sanções econômicas, onde ela estava desde 2018 devido a acusações de corrupção e violações de direitos humanos.
Autor: Gazeta do Povo








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