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Quedas de energia no Paraná viram debate no Senado

As frequentes falhas no fornecimento de energia elétrica pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) foram discutidas em audiência pública da Comissão de Infraestrutura do Senado na terça-feira (5). Produtores rurais relataram prejuízos ao setor que estariam associados a essa condição que, segundo o segmento, teria aumentado em recorrência desde a privatização da empresa, em 2023.

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O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Eduardo Meneguette, apontou que a falha no serviço compromete a produção. “No Paraná, a energia elétrica passou a ser um fator de risco para a produção agropecuária. Sem energia elétrica não há produção, não há geração de emprego e renda, não há um setor forte e pujante segurando a economia estadual e nacional”, reclamou.

Entre os problemas apontados pelos produtores estão casos como a perda de 900 mil quilos de tilápia em Tupãssi, o que segundo eles teria gerado um prejuízo de R$ 9 milhões, e a morte de 20 mil frangos em São Miguel do Iguaçu. “A gente só exige o fornecimento de energia elétrica para continuar trabalhando e produzindo alimento de qualidade e quantidade para o Brasil e para o mundo”, completou Meneguette.

O senador Sergio Moro (PL-PR) reiterou que as reclamações aumentaram nos últimos anos. Em março, Moro apresentou o requerimento propondo a audiência no Senado. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que acompanha a situação e que pode intensificar a fiscalização.

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Copel atribui parte das falhas de energia a eventos climáticos

Representante da Copel presente na audiência, Marco Antônio Villela de Abreu atribuiu parte das falhas no fornecimento de energia a eventos climáticos e afirmou que a empresa está investindo para cumprir as metas estipuladas pela Aneel.

A Copel informou, em nota, que apresentou na comissão as ações programadas e em andamento para a segurança energética dos produtores rurais. “O cronograma de investimentos definido pela Copel para o ciclo 2026-2030, com aportes significativos já nesses dois primeiros anos, como também os resultados de programas já em andamento, como o Copel Agro, serão encaminhados ao Senado Federal no período acordado na audiência pública”.

Autor: Gazeta do Povo

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