
Nesta quinta-feira (7), os presidentes Lula e Donald Trump se reúnem na Casa Branca em um momento de tensões diplomáticas. O encontro é cercado de expectativa, dado o histórico recente de Trump em colocar líderes internacionais em situações desconfortáveis diante das câmeras.
Qual é o contexto atual da relação entre os governos de Brasil e EUA?
A relação caminha entre farpas e gestos de cortesia. Recentemente, houve atritos por críticas de Lula a ações americanas no Irã e em Cuba, além de um incidente envolvendo a expulsão mútua de funcionários de segurança e imigração. Por outro lado, o último encontro entre os dois líderes, na Malásia, foi marcado por sorrisos e gentilezas, o que gera dúvida sobre qual será o tom da conversa oficial agora em Washington.
Quais líderes já foram alvo de ‘climão’ criado pelo presidente americano?
A lista é longa. Trump já cobrou o rei Abdullah II da Jordânia sobre planos para Gaza, alfinetou o premiê indiano Narendra Modi por tarifas comerciais e confrontou o britânico Keir Starmer sobre liberdade de expressão. Até aliados próximos, como a italiana Giorgia Meloni e a premiê japonesa Sanae Takaichi, passaram por situações de constrangimento envolvendo desde comentários sobre aparência até referências históricas ao ataque de Pearl Harbor.
Como foi o episódio marcante envolvendo Volodymyr Zelensky?
Em fevereiro de 2025, Trump e seu vice, J. D. Vance, humilharam Zelensky publicamente no Salão Oval. O motivo foi a resistência da Ucrânia em assinar um acordo de cessão de recursos naturais, como terras raras (minerais essenciais para tecnologia de ponta), sem garantias de segurança. Trump chegou a dizer que o ucraniano era desrespeitoso por não agradecer o apoio recebido, resultando na expulsão temporária de Zelensky da Casa Branca.
O que Trump propôs para a relação entre Estados Unidos e Canadá?
Durante os primeiros meses de sua gestão, Trump sugeriu repetidas vezes que o Canadá deveria se tornar o 51º estado americano. Ao receber o premiê canadense Mark Carney em maio de 2025, ele reiterou a ideia pessoalmente. Embora Carney tenha respondido que o país ‘não está à venda’, o republicano ironizou a negativa com a frase ‘nunca diga nunca’, mantendo a pressão psicológica sobre o vizinho do norte.
O que esperar da postura do governo americano neste novo encontro com Lula?
O comportamento de Trump é imprevisível. Ele costuma usar reuniões bilaterais para pressionar líderes a aceitarem termos comerciais ou políticos favoráveis aos EUA, muitas vezes expondo divergências publicamente para ganhar vantagem na negociação. Com o Brasil, temas como o julgamento de Jair Bolsonaro e tarifas de importação estão na mesa, o que pode servir de combustível para novos episódios de pressão diplomática direta.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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