A ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, disse nesta terça-feira (12) que ainda não se sabe se a cepa de hantavírus envolvida no surto do navio de cruzeiro MV Hondius pode ter sofrido mutação, embora tenha afirmado que as autoridades estão “bastante tranquilas”.
“Há coisas que não sabemos sobre esse vírus”, disse Rist. “Ainda não temos o sequenciamento completo do vírus.”
Procurado, o Ministério da Saúde da França não respondeu a um pedido de comentário adicional.
Olivier Schwartz, epidemiologista do Instituto Pasteur, disse depois em uma entrevista coletiva que, “até o momento, dois vírus do grupo atual foram sequenciados”.
“Um deles estava em Zurique, na Suíça. Outra sequência foi obtida no Instituto Pasteur. O que vimos foi que essa sequência era muito semelhante à de Zurique. O risco [de uma variante] existe, mas por enquanto não há evidências disso.”
O surto no cruzeiro foi associado à cepa Andes do hantavírus. As autoridades então consultaram a Argentina, onde um surto envolvendo a mesma cepa terminou em 2019.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou nove casos e recomendou o isolamento de pacientes com suspeita de infecção. A agência acrescentou que mais casos são esperados devido às interações dos passageiros antes da detecção do vírus, mas disse que não há sinais de um surto mais amplo.
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a situação ligada ao hantavírus está “atualmente sob controle” e que a França tem um “protocolo de rastreamento de casos muito rigoroso”.
As autoridades francesas rastrearam 22 casos de contato. Essas pessoas estão sendo testadas e colocadas em quarentena em hospitais, afirmou a ministra Rist.
A passageira francesa que estava no navio de cruzeiro atingido pelo surto e teve diagnóstico de hantavírus confirmado está internada em estado grave. Os outros quatro passageiros franceses que estiveram a bordo do navio tiveram resultado negativo.
Autor: Folha




















