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PF faz operação contra investimentos de fundo previdenciário no Master

A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quarta-feira (13), seis mandados de busca e apreensão contra aplicações do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (SP) em ativos do banco Master. Além do próprio município sede, a operação Off-Balance atua na capital paulista e em Boituva.

Diferentemente das fases da operação Compliance Zero, comandadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a Off-Balance foi determinada pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo. De acordo com a delegacia da Polícia Federal (PF) em Campinas, “a investigação originou-se a partir de informação que apontava possíveis irregularidades na aplicação de, aproximadamente, R$ 107 milhões em quatro letras financeiras emitidas por dois bancos privados”, entre eles o Master.

Além dos mandados, foram impostas medidas de afastamento da função pública e bloqueio de bens. A suspeita é de gestão temerária de recursos em Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

VEJA TAMBÉM:

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  • Relator adianta que rejeitará nova tentativa de “emenda Master” de Ciro Nogueira

A ação ocorre dias após as conclusões da Compliance Zero apontarem, pela primeira vez, para o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI). De acordo com o relatório, ele teria recebido uma série de benefícios – incluindo uma mesada de até R$ 500 mil – para protocolar a “emenda Master”. O texto teria sido redigido pelo próprio banco e aumentaria o limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

A gestão do dinheiro do instituto já vinha sendo alvo de questionamentos, sobretudo diante do investimento no FII Nest Eagle, fundo imobiliário voltado para imóveis de alto padrão. O investimento teria, de acordo com uma representação do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (MPC-SP), se aproximado do limite máximo permitido a aportes na categoria, tudo neste único fundo, o que gerou questionamentos, sobretudo diante de dúvidas dos membros do Conselho Deliberativo e do Comitê de Investimentos que não foram devidamente sanadas.

A Gazeta do Povo entrou em contato com o instituto e com a prefeitura de Cajamar. O espaço segue aberto para manifestação.

Autor: Gazeta do Povo

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