A ocupação do prédio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) completa uma semana nesta quinta-feira (21).
Estudantes estão no edifício ao lado da reitoria e acima do restaurante universário desde o dia 14, após reunião com o reitor Marcos Sunye e a vice-reitora Camila Fachin. O prédio está desocupado há cerca de seis anos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o DCE informou que Sunye e Fachin não compareceram à reunião convocada pela própria reitoria para a noite desta quarta-feira (20).
A equipe da Pró-Reitoria de Planejamento e Dados (Proplad) esteve no local, mas, de acordo com os estudantes, não teria se comprometido com as reivindicações. Não há outro encontro agendado entre as partes.
A UFPR, por sua vez, afirma que participaram da reunião a chefia de gabinete da Reitoria, a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) e a equipe do Plano Diretor, e que a carta de reivindicações dos estudantes foi recebida.
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Reivindicações dos estudantes incluem reforma do prédio e novo restaurante
Na carta entregue à reitoria, os estudantes pedem a reforma do prédio do DCE, acesso ao local durante as obras, manutenção dos espaços dos centros acadêmicos e a retomada do restaurante universitário do Setor Rebouças — projeto que, segundo o DCE, já estaria pago pela instituição.
O documento inclui ainda pedidos de rigor na apuração de denúncias de violência de gênero já registradas na ouvidoria da UFPR.
A lista inclui também melhorias na iluminação do Campus Politécnico e no Setor de Educação Profissional e Tecnológica (Sept), criação de espaços de acolhimento para vítimas de assédio, não punição aos estudantes envolvidos na ocupação, reconhecimento do movimento estudantil como legítimo, prioridade na construção de nova moradia estudantil em Curitiba e expansão da Maloca — moradia estudantil indígena — para os campi de Matinhos e Toledo.
Sobre os centros acadêmicos, a universidade informou não haver determinação de despejo, e que a gestão dos espaços é de responsabilidade das direções dos setores.
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Problemas estruturais impedem uso do prédio desde 2013
Em nota divulgada no início da ocupação, a reitoria informou que o prédio do DCE apresenta sérios problemas estruturais e de segurança, identificados em vistorias técnicas realizadas desde 2013 e refeitas em 2025 e 2026.
Os problemas incluem infiltrações, rachaduras, risco elétrico, falhas hidráulicas, elevadores sem funcionamento, falta de acessibilidade e irregularidades nos sistemas de prevenção de incêndio.
A universidade afirma que já iniciou obras de recuperação do espaço, que abrangem o DCE, a CEUC, o Restaurante Universitário e a Biblioteca Central, com previsão de reparos estruturais, elétricos, hidráulicos e de segurança.
“A UFPR reforça que está trabalhando para recuperar o espaço com segurança para a comunidade universitária. Diante da gravidade dos laudos técnicos e da proibição expressa pelo Corpo de Bombeiros, a permanência ou utilização do edifício é tecnicamente não recomendada”, conclui a nota.
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