A OMS (Organização Mundial da Saúde) disse nesta quinta-feira (27) que a taxa de letalidade do atual surto de ebola na República Democrática do Congo está abaixo de 25%. O percentual é inferior ao observado em epidemias anteriores da doença no país.
Segundo atualização divulgada pela OMS no X, mais de mil casos suspeitos e confirmados foram registrados desde que o surto foi declarado, em meados de maio.
Entre os casos monitorados, a organização contabiliza 10 mortes confirmadas e outras 223 suspeitas atribuídas ao vírus. Em Uganda, país vizinho da República Democrática do Congo, há uma morte confirmada e seis casos da doença.
A OMS afirmou que a taxa de letalidade atual é inferior à registrada nos 16 surtos de ebola já identificados na República Democrática do Congo desde 1976, quando a doença foi detectada pela primeira vez no país.
A maior parte dessas epidemias anteriores foi provocada pela cepa Zaire, considerada a variante mais letal do vírus. Segundo a OMS, essa cepa costuma apresentar taxas de letalidade entre 60% e 90% e é a única para a qual existem vacinas disponíveis.
O atual surto, porém, é causado pela cepa Bundibugyo, para a qual ainda não há vacinas nem tratamentos aprovados. Nos surtos relacionados a essa variante registrados na República Democrática do Congo em 2007 e 2012, as taxas de letalidade variaram entre 30% e 50%.
A OMS também alertou para a possibilidade de subnotificação. Segundo a agência, há indícios de que o vírus tenha circulado por algum período sem ser detectado pelas autoridades sanitárias locais.
Em meio ao avanço da epidemia, os Estados Unidos anunciaram novas medidas para impedir a entrada de casos da doença em seu território.
Durante reunião de gabinete convocada pelo presidente Donald Trump na Casa Branca, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quinta que o governo americano atua para conter o avanço da doença.
“Não podemos e não vamos permitir que sequer um caso de ebola entre nos Estados Unidos“, disse Rubio.
Segundo o secretário, o governo trabalha “sem descanso para conter essa crise nos países onde ela está atingindo atualmente, na República Democrática do Congo”, além de impedir a entrada de pessoas infectadas nos Estados Unidos.
De acordo com informações publicadas pelo Wall Street Journal, o governo americano pretende abrir no Quênia um centro de quarentena voltado principalmente a cidadãos americanos que estejam na República Democrática do Congo e precisem deixar o país durante o período de monitoramento sanitário.
As autoridades americanas também anunciaram que viajantes que tenham estado na República Democrática do Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul nos últimos 21 dias serão redirecionados para aeroportos específicos nos Estados Unidos, onde passarão por controles adicionais de saúde em Washington, Atlanta e Houston.
Além disso, residentes permanentes que tenham passado por esses países nos últimos 21 dias ficarão proibidos de entrar nos Estados Unidos por um período inicial de 30 dias.
Autor: Folha








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