A palavra união esteve presente na abertura da maior Copa do Mundo da história, nesta quinta (11), ao menos nas conversas de representantes diplomáticos dos três países-sede, Canadá, Estados Unidos e México, em evento conjunto na embaixada mexicana, em Brasília.
O anfitrião Carlos García de Alba, embaixador do México no Brasil, falou da importância do futebol para o Brasil e desejou que essa “Copa seja uma festa em que lembremos de união”.
Antes de a partida inaugural do torneio deste ano começar, o encarregado de negócios dos EUA, Gabriel Escobar, escolheu o espanhol para falar ao grupo formado por integrantes do corpo diplomático em atuação no Brasil e convidados, a maioria deles mexicanos. Ele disse esperar que a marca do torneio seja a “unidade por um esporte que todos vocês amam”.
Emmanuel Kamarianakis, embaixador do Canadá no Brasil, também destacou que o futebol “vai muito além do jogo” e “vive na energia dos torcedores.”
Ele vestia o modelo de camiseta da estreia canadense em copas, em 1986, em partida contra o México. O ano de 1986 é marcante para os mexicanos porque foi a última vez em que o time do país passou das oitavas e ficou em 6º lugar no torneio, seu melhor desempenho e tendo no elenco o hoje técnico Javier Aguirre.
Antes do início da partida, o representante do Canadá fez ainda uma pequena provocação, justamente por causa da pouca tradição do Canadá nos gramados. “Tenho certeza de que se torneio fosse jogado no gelo, teríamos boas chances.”
As hostilidades de Donald Trump, presidente dos EUA, com Claudia Sheinbaum, presidente do México, os ataques retóricos recentes ao Canadá ou mesmo a postura do governo americano com torcedores, jogadores e árbitros estrangeiros, ficaram em segundo plano.
“Às vezes precisamos fazer uma distinção entre o governo e as dinâmicas que ele assume nos negócios e na sociedade, e o seu povo, com quem, na América do Norte, sempre tivemos um bom relacionamento”, disse à Folha Emmanuel Kamarianakis, do Canadá. “Ainda que seja um período complicado em alguns assuntos, o clima geral tem sido e continuará sendo muito positivo.”
Na tarde e início da noite de quinta, os ânimos estavam voltados para o que acontecia no estádio Azteca, na Cidade do México, onde o time da casa enfrentou a África do Sul em um jogo marcado por três expulsões entre os africanos.
Ao apito final, o México confirmou o favoritismo na partida ao derrotar a África do Sul por 2 a 0 e quebrar uma tradição de derrotas e empates em estreias em Copas. Para celebrar o resultado, García de Alba, do México, Escobar, dos EUA, e Kamarianakis, do Canadá, fizeram um brinde ao estilo mexicano: copinhos de tequila à mão e “arriba!”.
Autor: Folha




















