
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (11) sanções contra a estatal de petróleo de Cuba, a Unión Cuba-Petróleo (Cupet), e acusou o regime comunista da ilha de usar recursos energéticos como instrumento de repressão e enriquecimento de seus dirigentes.
A Cupet foi incluída na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), órgão do Departamento do Tesouro dos EUA responsável pela aplicação de sanções econômicas e financeiras. A medida bloqueia eventuais bens da estatal sob jurisdição americana e proíbe transações de cidadãos e empresas dos EUA com a companhia.
A Cupet atua na extração, no refino e na produção de petróleo bruto em Cuba. O governo americano afirma que a empresa controla ativos considerados fundamentais e que teriam sido “expropriados ilegalmente” de proprietários americanos.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a energia, assim como outros recursos da ilha, tem sido usada há muito tempo pelo regime comunista de Cuba “como uma arma”. Segundo ele, o setor energético cubano serviria tanto para sustentar a repressão interna quanto para alimentar o que chamou de “cleptocracia” do regime.
Rubio também acusou líderes comunistas cubanos de desviarem recursos energéticos para enriquecimento próprio. O secretário de Estado americano afirmou ainda que integrantes do regime revendem barris de petróleo e direcionam o abastecimento para beneficiar forças militares, órgãos de inteligência e estruturas de repressão do governo.
A sanção ocorre em meio à pressão dos EUA para impedir a chegada de petróleo estrangeiro a Cuba.
O regime cubano reagiu às medidas e acusou Washington de ampliar o cerco econômico e energético contra a ilha. O chanceler Bruno Rodríguez afirmou que Rubio recorreu a “mentiras usuais e vulgares” para justificar as sanções, enquanto o vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva disse que a decisão dos aprofunda o que chamou de “genocídio” contra o povo cubano.
As sanções fazem parte da estratégia de pressão do governo Trump contra o regime de Havana.
Autor: Gazeta do Povo








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