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Conheça o empresário que constrói as lojas da Havan Brasil afora

O empresário Silvio Prim transformou uma pequena metalúrgica criada no interior de Santa Catarina em uma das empresas que participam da expansão das lojas Havan pelo Brasil. A empresa de Prim, batizada de Proaço, foi fundada em 1995 e já construiu mais de 80 unidades da rede de Luciano Hang e outras 6 mil obras em 23 estados brasileiros.

A Proaço iniciou as atividades em um espaço reduzido na residência da família Prim, no centro de Ituporanga (SC). Nos primeiros meses, a empresa produzia cercas, portas, janelas e pequenas peças metálicas.

Ainda no primeiro ano de operação, o aumento da demanda levou a companhia para o distrito industrial da cidade. No terreno de mil metros, Prim construiu um galpão e na fachada da obra instalou uma placa com a frase: “Proaço, aqui começa o seu futuro”.

“Naquela época, meu maior desafio era fazer com que as pessoas acreditassem em mim. No entanto, desde a infância tive grandes aspirações e acreditava firmemente que a Proaço se tornaria uma empresa altamente respeitada um dia”, conta o empresário.

Empresário que constrói lojas da Havan consolida sucessão familiar e participa de mais de 20 obras da rede no Brasil.
Empresário que constrói lojas da Havan consolida sucessão familiar e participa de mais de 20 obras da rede no Brasil. (Foto: Divulgação/Proaço)

Proaço expandiu com concreto pré-fabricado e produção própria de telhas

Nos anos seguintes, a empresa ampliou presença no mercado regional com a construção de galpões metálicos. A partir do fim da década de 1990, Silvio Prim identificou oportunidades no segmento de construções pré-fabricadas em concreto. Naquele momento, os processos ainda eram manuais, mas a companhia iniciou a transição para atuar em obras industriais de maior porte.

“A Proaço cresceu porque nunca demos um passo maior do que a perna. Sempre avançamos degrau por degrau, de acordo com as demandas do mercado”, ressalta Prim. Entre 2006 e 2010, a empresa ampliou investimentos em tecnologia e passou a fabricar as próprias telhas metálicas.

A medida buscou reduzir atrasos causados por fornecedores terceirizados e aumentar o controle sobre a produção. “Decidimos implantar nossa própria fábrica de telhas porque enfrentávamos problemas sérios com atrasos nas entregas de empresas terceirizadas. Hoje, temos o controle direto, da produção à entrega, direto para o local da obra do cliente”, explica Prim.

roaço atua na fabricação de estruturas metálicas, concreto pré-fabricado e telhas usadas na construção de lojas, galpões e centros logísticos pelo Brasil.Proaço atua na fabricação de estruturas metálicas, concreto pré-fabricado e telhas usadas na construção de lojas, galpões e centros logísticos pelo Brasil. (Foto: Divulgação/Proaço)

Segunda geração da família Prim assumiu gestão da Proaço em 2015

A trajetória da Proaço também passou a envolver a segunda geração da família. Alan, filho de Silvio Prim, começou a frequentar a fábrica ainda na infância, aos 10 anos. Com o passar do tempo, assumiu funções de liderança até se tornar responsável pela gestão da empresa, em 2015.

A mudança marcou uma nova fase de expansão administrativa e operacional da companhia. “Ao longo dessas três décadas, a Proaço foi construída com muito trabalho, dedicação e pelo esforço de inúmeras pessoas que contribuíram para essa trajetória. Nosso compromisso é preservar essa essência, fortalecer nossos valores e continuar investindo em pessoas, inovação e tecnologia”, afirma Alan Prim.

A sucessão familiar marcou uma nova fase da Proaço, que ampliou operações e reforçou presença em grandes obras pelo Brasil.Sucessão familiar marcou uma nova fase da Proaço, que ampliou operações e reforçou presença em grandes obras pelo Brasil. (Foto: Divulgação/Proaço)

Entre 2011 e 2015, a Proaço consolidou presença no segmento de construções pré-fabricadas em Santa Catarina. A empresa ampliou a oferta de soluções completas para obras industriais e estruturais, além de expandir as operações de corte e dobra de perfis e chapas metálicas para atender outras companhias do setor metal-mecânico.

E então, a implantação de uma fábrica de lajes alveolares e vigas protendidas marcou outra etapa de crescimento, em 2017. Segundo a empresa, o investimento ampliou o controle sobre a qualidade das estruturas e aumentou a capacidade de atendimento em obras de grande porte.

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Proaço participa da expansão da Havan e já atuou em mais de 80 lojas da rede

A expansão das lojas Havan passa pelas estruturas produzidas pela Proaço. A empresa catarinense participa da construção de megalojas da varejista por meio de estruturas pré-fabricadas de concreto, estruturas metálicas e telhas metálicas fabricadas pela própria indústria.

A rede de Luciano Hang possui mais de 190 unidades em operação no Brasil e projeta alcançar a marca de 200 megalojas até o fim de 2026, ano em que completa 40 anos de fundação. Entre unidades já entregues e obras em andamento, a Proaço acumula participação em mais de 80 lojas da rede.

Os empreendimentos utilizam sistemas construtivos desenvolvidos para acelerar a execução das obras. Parte significativa dos componentes sai pronta da indústria e segue para montagem nos canteiros. De acordo com a Proaço, o modelo reduz o tempo de construção e funciona em sistema de encaixes.

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Proaço trabalha na expansão de centro logístico da Havan em Santa Catarina

Segundo a direção da Proaço, cada unidade dos projetos executados às lojas Havan reúnem um sistema construtivo de 15.422 metros quadrados de estruturas de concreto, 8.040 metros quadrados de estruturas metálicas e 7.306 metros quadrados de lajes pré-fabricadas.

Além das lojas, a Proaço participa da ampliação do Centro de Distribuição da Havan em Barra Velha, no litoral norte catarinense. A obra prevê expansão de 50 mil metros quadrados na estrutura logística da varejista.

Segundo informações da empresa, os trabalhos têm conclusão prevista para 2026. O investimento anunciado pela Havan soma R$ 250 milhões e inclui a construção da nova estrutura e a aquisição de um transelevador automatizado para movimentação e armazenamento de mercadorias.

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Autor: Gazeta do Povo

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