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Altura masculina ainda define sucesso no namoro – 25/06/2026 – Equilíbrio

A sociedade criou inúmeros insultos para homens baixos. Em 2018, Jaboukie Young-White, comediante americano de 1,75 m, chegou ao limite. “Estou cansado de ‘baixinho’ ser usado como insulto”, escreveu no Twitter, listando artistas de estatura modesta bem-sucedidos, como Bruno Mars, Donald Glover e Tom Holland. A publicação acumulou mais de 23 mil curtidas e ajudou a popularizar um novo termo para homens baixos que se portam com confiança: o “short king” (rei baixinho, em tradução livre).

Nos oito anos desde a publicação de Young-White, os “short kings” viraram causa celebrada nas redes sociais, com muitos questionando a ideia de que homens mais altos são parceiros românticos melhores. Em 2022, usuários do TikTok comemoraram a chegada da “short-king spring” (primavera do rei baixinho).

Dois anos depois, a rede de donuts Dunkin’ renomeou temporariamente seu café gelado pequeno de “Short King”. Dados do Google Trends indicam que o termo só cresceu em popularidade desde então. Uma casamenteira disse ao Daily Mail que notou aumento no interesse por homens mais baixos após os atores Tom Holland (1,73 m) e Zendaya (1,78 m) começarem a namorar.

O “Dia de Apreciação ao Short King” é celebrado em 21 de junho. Mas os homens baixos continuam a não ser apreciados no mercado afetivo, independentemente do que sugiram os relatos anedóticos. Uma análise de dados de pesquisas americanas indica que os “short kings” não têm mais chance de se relacionar com mulheres mais altas hoje do que há duas décadas.

Há razões suficientes para simpatizar com os homens baixos. Estudos indicam que homens mais altos têm maior probabilidade de promoção no trabalho e ganham cerca de 0,7% a mais para cada centímetro adicional. Eles também se dizem mais felizes. Mas é no mercado afetivo que a altura mais importa.

Em aplicativos de namoro, homens com 1,90 m recebem cerca de 60% mais mensagens do que os de 1,70 m. Homens solteiros de 35 anos em média têm apenas metade da probabilidade de se casar em comparação com os mais altos.

Com dados do Painel de Estudo de Dinâmica de Renda dos Estados Unidos entre 1999 e 2023 —que entrevista cerca de 9.000 famílias a cada dois anos—, a pesquisa mostra que os casais continuam a se organizar por altura. O arranjo mais comum, em cerca de dois terços dos casais heterossexuais, é aquele em que o homem é entre 5 cm e 20 cm mais alto do que a mulher. Aqueles em que a mulher é mais alta representam apenas 3,3% dos casais.

Esse número é significativamente menor do que o esperado se homens e mulheres se relacionassem ao acaso —nesse caso, mulheres mais altas apareceriam em 7,2% de todos os casais.

Entre 2017 e 2023, a proporção de casais em que a mulher é pelo menos 5 cm mais alta do que o homem subiu de 1,4% para 1,9%. Mas uma análise mais detalhada mostra que esse aumento reflete mudanças na distribuição de altura da população em geral, não uma mudança de preferências.

Dividindo os dados em dois períodos —1999-2009 e 2013-23—, os pesquisadores constataram que as preferências por altura parecem tão fortes hoje quanto eram há duas décadas.

Há esperança para os “short kings”? Eles podem querer olhar para baixo. Mulheres mais baixas têm maior probabilidade de se relacionar com homens de menor estatura.

Dividindo a amostra de mulheres em três grupos por altura, o terço mais baixo se relaciona com homens abaixo da média em 35% das vezes —significativamente mais do que entre mulheres de altura mediana, e o dobro em relação ao grupo mais alto. Para os “short kings”, o caminho mais seguro para o romance pode ser uma “short queen”.

Texto de The Economist, traduzido e publicado sob licença. O artigo original, em inglês, pode ser encontrado em www.economist.com

Autor: Folha

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