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Governo lança Plano Safra 2026/2027 com crédito de R$ 525 bilhões

O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027 com R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais. O novo ciclo do principal programa de crédito rural do país começa em 1º de julho e segue até 30 de junho de 2027, com aumento de R$ 9 bilhões em relação ao plano anterior.

Segundo o governo, o montante será dividido entre R$ 414,7 bilhões para operações de custeio e comercialização e R$ 110,3 bilhões para investimentos no setor agropecuário. O investimento deste ano, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) é recorde e com juros mais baixos do que o praticado no ano passado.

“Batemos recorde de exportação de alimentos. O Brasil, que há 60 anos era importador de alimentos, hoje é o maior exportador de alimentos do mundo. Estamos entre os quatro maiores produtores do mundo, e somos o primeiro em exportação de alimentos do mundo”, declarou representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não participou da cerimônia por estar na Cúpula do Mercosul em Assunção, no Paraguai.

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O vice-presidente também ressaltou que o agronegócio brasileiro cresceu 11,7% no ano passado, com 36,1 milhões de toneladas. Ainda segundo Alckmin, o Brasil exportou US$ 169,2 milhões, com um saldo de US$ 149 milhões na balança comercial.

Além do aumento dos recursos, o governo anunciou mudanças nas regras do crédito rural, em que os financiamentos com recursos subsidiados não poderão ser utilizados por empreendimentos que prevejam a supressão de vegetação nativa. Os contratos deverão informar a origem dos recursos empregados nas operações para ampliar a transparência.

O ministro Dario Durigan, da Fazenda, afirmou que o governo conseguiu reduzir as taxas de financiamento mesmo com a taxa básica de juros elevada. A Selic está, atualmente, em 14,25% com dúvidas de como o Banco Central definirá nas próximas reuniões.

“Mesmo em cenário de taxa de juros alta no país, a gente conseguiu fazer um esforço de redução das taxas de juros em todas as linhas. Passamos de um patamar de 14% para 12% ao ano na maior parte das linhas, e de 10% para 9% em outras”, pontuou.

Dívida rural

Durigan também afirmou que o governo prepara novas medidas para o setor, entre elas a renegociação de dívida rural, que gerou uma disputa recente no Congresso.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos, explicou que parte dos recursos do Plano Safra foi comprometida pelas renegociações de dívidas do setor. Segundo ele, como as operações utilizam a mesma fonte de recursos, o orçamento disponível para novos financiamentos acabou sendo impactado.

“Com a Selic em nível elevado, esse é o melhor patamar que se pode ofertar”, disse ao reconhecer que os produtores enfrentam aumento nos custos dos insumos e maior necessidade de financiamento para manter a produção.

Sobre o seguro rural, o secretário informou que o tema ficará fora desta edição do Plano Safra. A discussão será conduzida por um grupo de trabalho específico, já que o seguro é considerado um dos principais mecanismos para reduzir prejuízos provocados por eventos climáticos extremos e oscilações de mercado.

Durante o evento, o governo também anunciou a criação de um grupo de trabalho para coordenar ações de enfrentamento aos impactos do El Niño na agropecuária. O colegiado reunirá representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Ministério do Meio Ambiente para acompanhar o fenômeno e propor medidas voltadas à proteção da produção rural.

Autor: Gazeta do Povo

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