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Esquema de venda de cargos e rachadinha em Curitiba

O Ministério Público do Paraná investiga um esquema de venda de cargos comissionados na administração pública de Curitiba. A operação Prática Corrente, deflagrada nesta segunda-feira (29), tem como um dos alvos o presidente da Câmara Municipal, vereador Tico Kuzma.

O que de fato está sendo investigado pelo Ministério Público?

A apuração foca na negociação de cargos de confiança (aqueles preenchidos sem concurso público) tanto na Câmara quanto no Poder Executivo. Segundo as investigações, os cargos eram ‘vendidos’ por valores que giravam em torno de R$ 3 mil. O pagamento garantiria a permanência da pessoa na função por dois anos, mas com uma condição extra: o repasse de parte do salário mensal ao político, prática conhecida popularmente como ‘rachadinha’.

Como as autoridades descobriram o suposto esquema?

As investigações começaram há cerca de um ano e meio, motivadas por uma denúncia enviada diretamente ao Ministério Público. Desde então, promotores passaram a acompanhar as movimentações que teriam se intensificado logo após as eleições municipais de 2024. O Gaeco, que é o grupo especializado no combate ao crime organizado, está à frente das buscas por provas e outros envolvidos.

O que foi encontrado durante a operação policial?

Agentes cumpriram 13 mandados de busca e apreensão. Além de vasculharem o gabinete da presidência na Câmara Municipal, estiveram em endereços residenciais. Foram apreendidos computadores, celulares e documentos. O fato de maior impacto foi o encontro de um cofre contendo R$ 37,5 mil em dinheiro vivo na casa de um dos servidores que estão sob investigação.

Qual é o posicionamento do vereador Tico Kuzma sobre as acusações?

O presidente da Câmara Municipal declarou que ainda não teve acesso formal aos detalhes do processo, que corre em sigilo. Ele afirmou estar tranquilo e disposto a colaborar com a Justiça para esclarecer os fatos. Além disso, o parlamentar sugeriu que a ação pode ter motivações políticas, mencionando que o período eleitoral favorece a criação de narrativas para desgastar adversários.

Houve alguma punição imediata ou afastamento dos cargos?

Até o momento, a operação focou na coleta de evidências para confirmar a dimensão do esquema e o montante total arrecadado. A Câmara de Curitiba informou que autorizou a entrada das equipes do MP e mantém uma postura de transparência. Como as investigações estão em fase de análise de materiais apreendidos, ainda não há condenações, mas os envolvidos devem prestar depoimentos oficiais em breve.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

  • Esquema de cargos em Curitiba cobrava R$ 3 mil para permanência no cargo por dois anos, aponta MP

Autor: Gazeta do Povo

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