A queda nos preços dos alimentos ajudou a frear a inflação em junho e deu um alívio ao bolso dos brasileiros, de acordo com dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (10). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,16%, bem abaixo dos 0,58% registrados em maio.
No acumulado do ano, a inflação está em 3,36%. Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados no levantamento anterior.
Na prática, os números de junho mostram que os brasileiros encontraram preços mais baixos em alguns alimentos importantes, especialmente carnes, frutas e café. O alívio no carrinho de compras, porém, ainda é parcialmente compensado pelas altas nas contas de serviços, principalmente na energia elétrica.
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O grupo de Alimentação e Bebidas teve uma queda de 0,24% no mês depois de ter subido 1,33% em maio. Entre os produtos que ficaram mais baratos estão o café moído, que recuou 3,72%; as frutas, com queda de 1,58%; e as carnes, que ficaram 0,64% mais em conta.
Por outro lado, o feijão-carioca subiu 8,31% e a batata-inglesa avançou 3,57%. O IBGE também aponta que comer fora de casa pesou menos no orçamento, com uma queda nos preços de refeições e lanches de 0,49% em maio para apenas 0,15% em junho.
Apesar do alívio nos supermercados e restaurantes, a conta de luz continuou pressionando o orçamento das famílias no período. A energia elétrica residencial subiu 1,53% em junho e foi o item que mais contribuiu para a inflação do mês.
O aumento da eletricidade foi influenciado pela manutenção da bandeira tarifária amarela e pelos reajustes aplicados em concessionárias de cidades como Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte. As tarifas de água e esgoto também ficaram mais caras em algumas regiões do país.
Outro peso no orçamento veio das passagens aéreas, que dispararam 7,12% no mês. Em compensação, os combustíveis ficaram mais baratos, com quedas nos preços do etanol, do diesel, do gás veicular e da gasolina em meio à aplicação de subsídios do governo para contornar os efeitos da guerra no Oriente Médio.
Entre os demais grupos, as despesas pessoais avançaram 0,25%, puxadas pelos serviços de empregados domésticos e de cabeleireiros e barbeiros. Em Saúde e Cuidados Pessoais, a alta foi de 0,23%, com destaque para os artigos de higiene pessoal e os planos de saúde, que incorporaram reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Autor: Gazeta do Povo




















